Caderneta de poupança tem o melhor mês de julho em 14 anos

Da Redação

Em São Paulo

Em julho, pelo terceiro mês seguido, os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques. A chamada captação líquida ficou em R$ 6,67 bilhões, o melhor resultado para meses de julho desde 1995, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central. Captação líquida é a diferença entre todos os depósitos e todos os saques feitos no período.

Considerando todos os meses do ano, esse é o maior valor de captação líquida desde dezembro de 2007, quando houve saldo de R$ 9,134 bilhões. Os depósitos em poupança costumam ser maiores em dezembro por conta do pagamento do 13º salário.


Em julho, foram aplicados R$ 89,935 bilhões em todas as poupanças brasileiras, enquanto os resgates somaram R$ 83,262 bilhões. A diferença entre os depósitos e os saques representam o saldo de R$ 6,67 bilhões.

No dia 13 de maio deste ano, o governo anunciou uma medida, que ainda não está em vigor, para evitar a migração de grandes investidores de fundos de investimento para a caderneta de poupança. Houve esse temor porque com as reduções da taxa básica de juros, que remunera títulos públicos integrantes da cesta de aplicações dos fundos de investimentos, a poupança está mais atrativa.

A poupança é remunerada pela Taxa Referencial mais 0,5% ao mês e não há cobrança de taxa de administração. No caso das aplicações nos fundos são cobrados taxa de administração e Imposto de Renda.

A proposta de mudança ainda não foi enviada ao Congresso. Pela nova regra, será descontado Imposto de Renda do rendimento de poupança que exceder R$ 50 mil. De acordo com o governo, atualmente apenas 1% dos poupadores aplica mais do que R$ 50 mil na caderneta.

No último dia 3, o secretário de Reformas Econômico-Fiscais do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, disse que os movimentos que ocorreram até agora no mercado financeiro ainda não justificam mudanças na caderneta de poupança ou na forma de tributar as aplicações, mesmo com a redução da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 8,75% ao ano.

As instituições financeiras também têm adotado estratégias para evitar a saída de investidores dos fundos de investimentos, com redução das taxas de administração e da aplicação mínima.No último dia 24 de julho, por exemplo, o Banco do Brasil anunciou mudança de estratégia.

(Com informações da Agência Brasil)

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