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Brasil tem melhor desempenho entre países que saíram da recessão

Da Redação
Em São Paulo

Com o crescimento de 1,9% no PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre, o Brasil saiu da recessão e seguiu a trajetória já percorrida por Japão, França, Alemanha e Portugal, cujas economias expandiram-se 0,6%, 0,3%, 0,3% e 0,3%, respectivamente.

Apesar dos números positivos, isso não significa que tudo vai melhorar rapidamente. A partir de agora, os países ricos sairão da fase de encolhimento e entrarão em um período de "crescimento medíocre", prevê Fabio Kanczuk, da Universidade de São Paulo (USP).


O motivo é que a recuperação dessas economias deve-se a incentivos públicos. Os governos endividaram-se fortemente para ajudar empresas e bancos em crise. "A dívida vai ficar gigante em quase todos os países desenvolvidos", afirma.

Inicialmente, o governo japonês divulgou que o PIB havia crescido 0,9%, mas uma revisão anunciada hoje mostra que a expansão foi de 0,6%. A mudança deveu-se a uma maior queda nos estoques, movimento que os analistas viram como positivo, pois significa que as empresas estão limpando seus estoques mais rapidamente que o previsto.

Junto com Alemanha e França, o Japão agrega o grupo dos primeiros países do G7 (grupo das sete economias mais ricas do mundo) a deixar a recessão, embora tenha passado por contrações maiores do que as outras nações devido à queda acentuada na demanda de seus principais produtos de exportação, como carros e máquinas.

Na Alemanha, a alta de 0,3% foi impulsionada pelo setor externo e pelo aumento do consumo privado. Antes desse crescimento, a economia vinha apresentando retração por quatro trimestres seguidos.

Na França, o crescimento de 0,3% foi motivado pela melhora do saldo do comércio exterior. As exportações subiram 1%, após uma queda de 7,1% no trimestre anterior, enquanto as importações retrocederam a um ritmo menos intenso que no primeiro trimestre (-2,3%, contra -5,8% nos três meses anteriores).

Por outro lado, a economia da zona do euro recuou 0,1% no mesmo período, mesmo com a surpreendente alta registrada nas duas maiores economias do bloco, enquanto os Estados Unidos contraíram 0,3%. O PIB do Canadá caiu 3,2% e o espanhol diminuiu 1,1% (somando 4 trimestres consecutivos de baixa).


Com informações de AFP, Efe e Reuters)

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