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Ação de Lula afastou crise, apesar de erros do governo, diz Delfim

Da Redação, em São Paulo

  • Leticia Moreira/Folha Imagem

    O economista e ex-ministro Delfim Netto em seu escritório em São Paulo

    O economista e ex-ministro Delfim Netto em seu escritório em São Paulo

Em entrevista exclusiva ao jornalista Marcio Aith, da Folha de S.Paulo, o economista e ex-ministro Delfim Netto diz que o Brasil saiu da crise não por medidas técnicas originais, mas porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pessoalmente, dissipou o pessimismo (texto disponível na íntegra para assinantes do UOL ou da Folha).

"Com incrível ousadia, ele pôs todo o seu patrimônio em risco pedindo aos brasileiros que consumissem. Deu certo", diz Delfim, que, no entanto, vê um problema no meio da euforia no país.

Segundo ele, será difícil financiar o inchaço de gastos públicos irreversíveis. Delfim diz que o país ficará velho antes de ter tempo para ficar rico. "Está armado aí um enrosco da maior gravidade, pois temos a mais rápida redução da taxa de fertilidade no Ocidente."

"O Brasil, daqui a dez anos, vai ter 250 milhões de habitantes. Vai ter que dar emprego razoável para 140 milhões de pessoas. Se essa gente não receber oportunidades de emprego com remuneração razoável, não tem solução. Esses empregos não virão da agricultura. Só a indústria e os serviços podem dar conta disso. E o câmbio errado destrói esses setores."

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