Desemprego cai para 7,5% em outubro, menor patamar desde dezembro

Da Redação, em São Paulo

(Texto atualizado às 10h40)

A taxa de desemprego caiu de 7,7% em setembro para 7,5% em outubro, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se do menor patamar desde dezembro do ano passado, quando o percentual era de 6,8% (veja gráfico mais abaixo).

Economistas consultados pela agência Reuters previam uma taxa de 7,6%. A taxa de outubro deste ano é igual à verificada no mesmo mês de 2008.

 

A pesquisa do IBGE abrange seis regiões metropolitanas do país (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo).

A população ocupada caiu 0,1% entre setembro e outubro (menos 16 mil pessoas), e 0,3% em relação a outubro do ano passado (menos 56 mil). A população ocupada atingiu 21,505 milhões nessas seis regiões.

A população desocupada caiu 2,5% de setembro para outubro (menos 46 mil) e cresceu 0,6% ante outubro do ano passado (mais 10 mil). A população desocupada atingiu 1,753 milhão de pessoas.

O rendimento do trabalhador brasileiro ficou estável de um mês para o outro. Segundo o IBGE, ele ficou em média em R$ 1.349,70. Em relação a outubro do ano passado, houve um crescimento de 3,2%.


Dieese: desemprego de 13,7%

Ontem, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) e a Fundação Seade divulgaram pesquisa apontando que a taxa de desemprego ficou em 13,7%. A discrepância entre esse número e o divulgado pelo IBGE é explicada por uma diferença de metodologia.

A pesquisa de ontem considera desempregadas não apenas as pessoas que não têm nenhuma ocupação, mas também aquelas que exercem um trabalho precário (popularmente conhecido como "bico") enquanto procuram emprego relacionado à sua profissão.

Também aqueles que desistiram de procurar emprego nos últimos 30 dias por pessimismo (ou "desalento", no termo usado por especialistas) são considerados "desempregados" na pesquisa Dieese Seade, enquanto são vistos como "inativos" na pesquisa do IBGE.

(Com informações da Reuters)

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