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IPVA e IPTU: melhor pagar à vista ou parcelar?

Anne Dias

Na sexta-feira (8), termina o prazo para donos de carros de São Paulo com placa final 1 pagarem o IPVA à vista –ou pelo menos a primeira parcela.

E no dia 1º de fevereiro vence o pagamento à vista do IPTU também em São Paulo –ou a primeira parcela para quem optou pelo parcelamento.

Mas será que vale a pena pagar tanto o IPTU quanto o IPVA de uma vez? No caso do IPVA o desconto é de 3%. E do IPTU, 6%.


Vamos começar pelo IPVA, cujo pagamento está mais perto de acontecer. Há consultores financeiros que acreditam que o desconto é baixo e que, portanto, o ideal é parcelar.

"O desconto é pequeno. E muita gente ainda está pagando os restos das festas do ano passado", diz Marcos Crivelaro, consultor de finanças e professor da Fiap.

Por outro lado, explica Crivelaro, se a pessoa tiver dinheiro sobrando e quiser se livrar logo do imposto, deve pagar o IPVA de uma só vez.

"Neste caso, não se trata de uma vantagem financeira, mas de um conforto emocional", afirma Crivelaro.

Já o analista setorial da consultoria Lafis, Osmar Sanches, faz uma conta para mostrar que o melhor, financeiramente falando, é pagar o IPVA de uma vez.

"Basta comparar com uma aplicação conservadora, como a poupança", diz Sanches.

No caso de automóveis, camionetas, caminhonetes, ônibus, microônibus e motos, o imposto pode ser parcelado em três meses. "Considerando-se que a caderneta renda 0,55% ao mês, em três meses ela rendeu menos de 3%", afirma. Então, é melhor ter o desconto do que receber os juros de um investimento conservador, por exemplo.

No caso do IPTU, cujo desconto é maior, 6%, o ideal mesmo é optar pelo pagamento à vista. O raciocínio é o mesmo: esse desconto, em geral, é maior do que a rentabilidade mensal de muita aplicação conservadora ou moderada.

Agora, se o contribuinte encontrar no mercado financeiro uma aplicação que pague 6% de juros, deve parcelar o imposto e colocar o dinheiro nessa aplicação.

Mas atenção: quem decidir pagar o IPTU à vista para aproveitar o desconto tem de ficar atento ao orçamento doméstico.

"O IPTU não pode comer metade do orçamento da família. Deve ficar perto de 20% ou, no máximo, 30% da receita do mês", diz Marcos Crivelaro.

Lição de casa

Quem quiser ir se programando para os impostos do começo do ano que vem já pode traçar uma estratégia.

Crivelaro explica que o melhor é ir separando todo mês o valor referente aos impostos. "E colocar em uma conta de poupança, por exemplo, separada, para que não se caia na tentação de gastar o dinheiro", afirma.

Osmar Sanches, da Lafis, diz que basta pegar o valor atual de ambos os impostos e dividir por 12 e ir colocando na caderneta de poupança (que não cobra taxas nem Imposto de Renda). "A rentabilidade da poupança deve gerar caixa para pagar os impostos no ano que vem sem susto."

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