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Após concordata, Japan Airlines é cortada da Bolsa

Das agências internacionais

A Japan Airlines (JAL) será excluída da Bolsa de Tóquio em um mês, informou nesta terça-feira a Tokyo Stock Exchange (TSE), depois que a companhia aérea declarou-se em concordata, com previsão de demissão de 15 mil funcionários. No Brasil, a concordata é chamada de recuperação judicial. É um tempo que a empresa tem para se recuperar, pagar as dívidas e evitar seu fechamento.

Com a saída da Bolsa, os acionistas da JAL não poderão recuperar seus investimentos. A ação, que caiu mais de 95% desde o começo deste mês, fechou nesta terça-feira a 5 ienes (R$ 0,10), depois de ter chegado durante a manhã ao nível historicamente baixo de 3 ienes (R$ 0,06).

O gerente da Bolsa declarou que nesta terça-feira foi iniciado o processo de expulsão da JAL. Como é necessário um mês entre o começo do procedimento e a exclusão efetiva da ação na Bolsa, essa expulsão será oficializada em 20 de fevereiro.

Dívida de R$ 45 bi

A companhia aérea Japan Airlines (JAL), a maior da Ásia, apresentou hoje sua declaração de concordata em um tribunal de Tóquio, de acordo com a lei de Reabilitação Corporativa, informou a agência local "Kyodo".

A declaração de concordata apresentada pela JAL é a sexta maior da história do Japão depois da Segunda Guerra Mundial e a mais grave de uma companhia não financeira japonesa, que obrigará a JAL a sair da Bolsa de Tóquio.

A dívida da companhia aérea até 30 de setembro era de 2,32 trilhões de ienes (R$ 45,2 bilhões), informou a Japan Airlines.

Após saber da declaração de concordata, o governo japonês emitiu um comunicado no qual promete "o necessário apoio" à JAL e pede que a empresa melhore sua base financeira e seu rendimento empresarial.

O Executivo apresentará nesta terça mesmo seu plano de reestruturação de três anos para a JAL, com o objetivo de que a companhia aérea não interrompa suas operações e retorne ao lucro no ano fiscal de 2012, que termina em março de 2013.

Segundo a "Kyodo", esse plano inclui a eliminação de 15 mil empregos, quase um terço do quadro de funcionários, e uma forte redução do tamanho de uma companhia aérea que era superdimensionada.

A companhia aérea anunciou também a renúncia do presidente da JAL, Haruka Nishimatsu, que será substituído pelo fundador da corporação Kyocera, o veterano empresário Kazuo Inamori.

A declaração de concordata da JAL, que inclui suas duas filiais, a Japan Airlines International e a JAL Capital, recorre à lei japonesa de Reabilitação Corporativa, semelhante à lei de falências dos Estados Unidos.

Esta norma protege a companhia temporariamente de seus credores e oferece tempo para uma reestruturação que dê lugar a uma empresa com menos dívida e de menor tamanho.

O plano para salvar a JAL está a cargo de um fundo paraestatal conhecido como Etic, que injetará na companhia aérea 300 bilhões de ienes (R$ 5,9 bilhões), informou a companhia.

Além disso, o Etic ficará responsável por obter uma linha de crédito com o Banco de Desenvolvimento do Japão e vários bancos privados no valor de 600 bilhões de ienes (R$ 11,7 bilhões).

Para ajudar a JAL, os bancos credores perdoarão um total de 358,5 bilhões de ienes (R$ 7 bilhões) de dívida, enquanto 44 bilhões de ienes (R$ 858 milhões) oferecidos pelo Banco de Desenvolvimento do Japão serão cobertos com recursos públicos.

A redução de pessoal será feita de forma gradativa até março de 2013. Também haverá cortes de 30% nos planos de previdência dos empregados aposentados e a eliminação das rotas não-rentáveis.

Com informações de AFP e Efe

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