Bolsas

Câmbio

Não existe espaço político para mudança drástica na economia, diz Meirelles

Daniel Lima

Da Agência Brasil

Brasília - O presidente do Banco Central, Henrique Mirelles, disse nesta sexta-feira (29) que acha normal uma certa apreensão dos investidores diante do ano eleitoral. Mas ele minimizou a situação e afirmou que não existe espaço político para uma mudança drástica de política econômica. Meirelles está Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial.

"Não há dúvida de que existe sempre uma preocupação. É normal, em qualquer país do mundo, pois sempre se discute o que o próximo governo vai fazer e se vai manter ou não", disse .

Citando dados apresentados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que participa do mesmo encontro, Meirelles lembrou que existe no país austeridade monetária, responsabilidade fiscal e programas sociais que ajudaram a criar uma base para aumento do consumo no país.

"Tudo isso fez com que hoje boa parte da aprovação do governo tenha se dado por aumento da renda,  preservação do poder de compra, inflação baixa, aumento da classe média, criação de empregos formais", afirmou.

Segundo Meirelles, não existe mais nenhuma dúvida de que o Brasil tem crescido com estabilidade. "Hoje, não existe mais esse lema, que existia no Brasil, entre estabilidade e crescimento. Temos crescimento com estabilidade e acredito que haja pouco espaço de mudança do ponto de vista político, inclusive", concluiu.

Segundo ele, os indicadores econômicos mostram um cenário de estabilidade neste ano. Meirelles disse que a relação dívida liquida do setor público por Produto Interno Bruto (PIB) deve ficar próxima de 40% no final do ano que vem, abaixo dos 43% registrados em 2009. Essa relação superou o nível de 60% nas eleições de 2002, causando grande turbulência na época.

Meirelles disse ainda não ter dúvidas de que a meta de superávit primário de 3,3% do PIB prevista para este ano será cumprida. Essa é a economia feita para pagar os juros da dívida pública e estabilizar a relação dívida/PIB.

"Com um superávit primário de 3,3% do PIB, a nossa projeção é ter uma queda na relação entre a dívida e o PIB em 2010. Assim chegaremos no nível pré-crise internacional, entre 40% e 41% no final de 2011, mantidas todas essas condições.", disse. O presidente do BC disse ainda que o processo de redução da dívida pública deve continuar no próximo governo.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos