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Paraná e Santa Catarina podem sofrer "apagão" de profissionais em 2010, diz Ipea

Da Redação, em São Paulo

10/03/2010 15h25

Ao contrário da maioria dos Estados, Paraná e Santa Catarina podem registrar em 2010 escassez de mão de obra qualificada. O saldo deve ser de 18,4 mil profissionais em falta no Paraná e outros 13,3 mil em Santa Catarina. Os dados fazem parte de um estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Ipea (Instituto Pesquisa Econômica Aplicada), ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo.

No Paraná, o setor com maior carência de trabalhadores com qualificação deve ser a indústria, com falta de 21 mil trabalhadores; em Santa Catarina, o comércio deve ser o principal afetado, com falta de 16 mil qualificados.

No Brasil, ao se contrastar o total da oferta de mão de obra qualificada com o total da demanda potencial por esse perfil de trabalhador, chega-se ao excesso de quase 653 mil trabalhadores. Estima-se o universo de 19,3 milhões de pessoas disponíveis e com qualificação e experiência profissional para uma demanda potencial de 18,6 milhões de trabalhadores.

Projeções feitas pela instituição indicam que alguns setores econômicos deverão registrar escassez de mão de obra qualificada no país. Comércio e reparação está em primeiro lugar, com escassez de 187,6 mil trabalhadores, seguido por saúde, educação e serviços sociais (50,1 mil), alojamento e alimentação (45,2 mil), construção civil (38,4 mil).

O Estado de São Paulo surge com grande escassez de mão de obra nesses mesmos setores econômicos. Apesar disso, alguns Estados, como Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte, por exemplo, poderão registrar excesso de mão de obra qualificada nessas mesmas áreas.

Excesso de profissionais

Os setores econômicos com excesso de mão de obra qualificada no país devem ser o de outros serviços sociais, coletivos e pessoais (612,2 mil trabalhadores), o setor industrial (145,9 mil) e o agrícola (122,5 mil).

"Nem todos os Estados da federação estarão expostos à escassez de mão de obra com qualificação e experiência profissional", afirma a pesquisa.

Economia