Renda do trabalhador com carteira cai no ano, mas sobe no mês

Da Redação, em São Paulo

A renda do trabalhador com carteira assinada empregado no setor privado recuou 0,3% em fevereiro em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em comparação com janeiro, porém, a renda média real cresceu 1,7%.

Das quatro categorias avaliadas pelo IBGE, o trabalhador com carteira foi o único a ter queda. Militares e funcionários públicos tiveram alta de 1,9% na renda, e pessoas que trabalham por conta própria viram seus rendimentos crescerem 1,7%.

No geral, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores (R$ 1.398,90) teve alta de 1,2% frente a janeiro e alta de 0,9% em relação a fevereiro do ano passado.

A maior variação anual na renda real do trabalhador foi sentida pelos empregados sem carteira assinada que atuam no setor privado, com alta de 11,1% em fevereiro em comparação ao com o mesmo mês do ano passado. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores em fevereiro de 2010 foi de R$ 1.398,90, alta de 1,2% frente ao mês anterior e alta de 0,9% em relação a fevereiro do ano passado.

RENDA MÉDIA REAL DO TRABALHADOR
Por cidades, em R$

Cidade Fev/2010 Fev/2009
Belo Horizonte 1.277,30 1.259,00
Porto Alegre 1.388,00 1.321,20
Recife 914,00 900,58
Rio de Janeiro 1.444,40 1.321,20
Salvador 1.105,30 1.075,55
São Paulo 1.577,07 1.535,40
  • Fonte: IBGE
  • *A preços de fev/2010

Regiões

São Paulo foi a única das seis capitais consultadas onde o rendimento real do trabalhador diminuiu entre fevereiro de 2009 e fevereiro deste ano. O salário médio do paulistano era de R$ 1.557,07 há um ano, perda de R$ 41,67 nos últimos 12 meses.

Ainda assim, é em São Paulo que está a melhor remuneração do país, quando consideradas as seis capitais avaliadas pelo IBGE. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com renda média real de R$ 1.444,40, seguido por Porto Alegre, com R$ 1.388 (veja quadro ao lado).

O salário médio de um trabalhador em Salvador, de R$ 914, representa quase 60% do rendimento alcançado por um empregado em São Paulo, que ganha R$ 1.535,40. Há um ano, o soteropolitano recebia 57,1% do paulistano.

 Desemprego

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 7,4% em fevereiro, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Foi o menor índice registrado para o mês desde março de 2002.

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