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Inflação pelo IPCA desacelera, mas é a maior para março desde 2005

Da Redação

em São Paulo

(Texto atualizado às 11h)

Sem a pressão dos grupos Educação e Transportes, a inflação no Brasil desacelerou em março para 0,52%, após ter registrado alta de 0,78% em fevereiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (veja gráfico ao final do texto). Apesar do abrandamento, o índice é o maior para março desde 2005, em razão da continuidade da pressão dos alimentos.

Os dados se referem ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial de preços, usado pelo governo para definir suas metas anuais de inflação. Para 2010, o objetivo do governo é uma inflação anual de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

INFLAÇÃO POR GRUPOS

Categoria Fevereiro Março
Alimentos e Bebidas 0,96% 1,55%
Art. de residência 0,36% 1%
Despesas pessoais 0,77% 0,4%
Vestuário -0,52% 0,66%
Educação 4,53% 0,54%
Habitação 0,31% 0,32%
Saúde e cuidados pessoais 0,23% 0,27%
Comunicação 0,03% 0,08%
Transportes 0,79% -0,54%

O resultado ficou do esperado pelos analistas, que projetavam alta de 0,5%.

O IPCA acumulou alta de 5,17% em 12 meses até março, e avanço de 2,06% no ano.

Segundo economistas, o índice maior de fevereiro refletiu o reajuste das mensalidades escolares e o aumento nos preços dos combustíveis devido à alta na cotação da cana-de-açúcar. Com a redução dessas pressões, o IPCA de março abrandou.

O arrefecimento do mês passado só não foi maior devido ao impacto que o grupo Alimentos ainda está tendo no índice, sobretudo em virtude do encarecimento de produtos que sofrem com as chuvas como as hortaliças.

A inflação do grupo Educação passou de 4,53% em fevereiro para 0,54% em março, enquanto a do grupo Transportes saiu de 0,79% para -0,54%. Neste último grupo, o movimento reflete a queda de 2,51% nos combustíveis, que em fevereiro haviam subido 1,14%. Essa desaceleração é explicada, segundo o IBGE, pela redução temporária da alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e à diminuição da parcela do álcool na gasolina.

Código

INFLAÇÃO POR REGIÕES

Locais Fevereiro Março
Belo Horizonte 0,77% 0,81%
Rio de Janeiro 0,8% 0,8%
Porto Alegre 0,74% 0,8%
Recife 0,66% 0,73%
Belém 1,37% 0,7%
Salvador 1,08% 0,62%
Curitiba 0,79% 0,58%
Fortaleza 0,1% 0,48%
São Paulo 0,78% 0,3%
Brasília 0,53% 0,01%
Goiânia 0,66% -0,17%
Brasil 0,78% 0,52%

Por outro lado, o grupo Alimentos e Bebidas mostrou alta de 1,55% em março contra 0,96% de fevereiro, e foi responsável por 67% do IPCA do mês passado.

Uma forte contribuição para este grupo veio do tomate, que ficou 42,95% mais caro em março e contribuiu com 0,08 ponto percentual no IPCA, já que sua produção tem sido prejudicada pelo forte calor e as chuvas abundantes do início do ano. O IBGE nota que o clima foi responsável pro elevar os preços de quase todos os alimentos pesquisados. O leite pasteurizado também apresentou forte aumento, de 8,03%.

Mas, entre os poucos produtos que registraram queda nos preços, destaque para o óleo de soja (-1,57%), café moído (-1,08%) e frango em pedaços (-1,09%).

Os preços de Vestuário reverteram a queda, de 0,52%, de fevereiro e subiram 0,66% em março.

Por regiões, as maiores taxas de IPCA ficaram com Belo Horizonte (0,81%), Rio de Janeiro (0,8%) e Porto Alegre (0,8%), enquanto o menor índice ficou com Goiânia (-0,17%).

 

(Com informações da Reuters)

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