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Desemprego em abril chega a 13,3% em São Paulo

Da Redação, em São Paulo

São Paulo - A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo passou de 13,1% em março para 13,3% em abril. No quarto mês do ano, o contingente de desempregados foi estimado em 1,427 milhão de pessoas, 40 mil a mais do que no mês anterior. Foram criadas 107 mil ocupações e entraram no mercado de trabalho 147 mil pessoas. A pesquisa considera vagas com e sem carteira assinada.

Os dados são da Pesquisa Emprego e Desemprego (PED) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Analise de Dados (Seade)

Desemprego nas sete regiões metropolitanas

Regiões Março/2010* Abril/2010*
Distrito Federal 14,7 14,2
Belo Horizonte 10,2 9,9
Fortaleza 10,2 10,6
Porto Alegre 9,8 9,6
Recife 19,3 18,8
Salvador 19,9 19
São Paulo 13,1 13,3
Total 13,4 13,3
  • * Em porcentagem
  • Fonte: Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Sistema Estadual de Analise de Dados (Seade)

Nas sete regiões metropolitanas pesquisadas (Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Distrito Federal, Fortaleza e São Paulo) a taxa de desocupação ficou em 13,3% em abril (em março, havia sido de 13,4%), com 2,942 milhões de desempregados. O nível de ocupação cresceu 0,7%. A população economicamente ativa foi aumentada em 130 mil pessoas, enquanto foram criados 131 mil postos de trabalho.

A pesquisa mostrou que nas sete regiões pesquisadas o total de trabalhadores empregados chegou a 19,1 milhões.

Pesquisas diferentes

Diferentes levantamentos medem o desemprego no país. Os números do IBGE, por exemplo, são bem menores que os do Dieese/Seade. De acordo com o instituto, o desemprego no país em março foi de 7,6% (os dados de abril devem ser divulgados nesta quinta-feira).

As divergências ocorrem por causa das metodologias diferentes adotadas. A principal delas é que o IBGE mede apenas o desemprego aberto, ou seja, quem procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa e não exerceu nenhum tipo de trabalho -remunerado ou não- nos últimos sete dias.

Quem não procurou emprego ou fez algum bico na semana anterior à pesquisa não conta como desempregado para o IBGE.

O Seade/Dieese também consideram o desemprego oculto pelo trabalho precário (pessoas que realizaram algum tipo de atividade nos 30 dias anteriores à pesquisa e buscaram emprego nos últimos 12 meses) e o desemprego oculto pelo desalento (quem não trabalhou nem procurou trabalho nos últimos 30 dias, mas tentou nos últimos 12 meses). Por isso o número dessa pesquisa é maior.

(Com informações da Agência Brasil)

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