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Itaú Unibanco nega irregularidade de diretores na compra de ações

Da Redação, em São Paulo

O Itaú Unibanco divulgou nota  a respeito do acordo de seus diretores com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para extinguir um processo administrativo relacionado à união entre os dois bancos.

A CVM regula o comportamento de empresas que têm ações em Bolsa. Os banqueiros Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles foram investigados, segundo comunicado da CVM, "por terem aprovado, em 24 de outubro de 2008, o aumento do limite de recompra de ações que podiam ser adquiridas no âmbito do programa de recompra, para 40 milhões de units, quando supostamente existia a intenção em promover a reorganização societária que resultou na criação do Itaú Unibanco".

Segundo a nota da assessoria de imprensa do banco, não havia certeza de que o negócio aconteceria. Leia a seguir a íntegra do comunicado do banco:

"Conforme já amplamente divulgado pela imprensa, o cenário macroeconômico no País em outubro de 2008 foi severamente prejudicado em função da grave crise internacional, provocando grande instabilidade e volatilidade nos mercados, e, por consequência afetando negativamente as cotações das ações de empresas negociadas nas bolsas de valores.

No caso do Unibanco não foi diferente. Por meio de seu programa de ADRs, detinha a maior liquidez no exterior dentre os bancos brasileiros, portanto foi fortemente afetado por este cenário. O preço de suas ações apresentava, no final de outubro, grande instabilidade e volatilidade, com fortes indícios de ataque especulativo contra as mesmas. Foi neste ambiente que o então presidente do banco, Pedro Moreira Salles, e os então conselheiros Francisco Pinto e Israel Vainboim aprovaram no Conselho de Administração o aumento do limite de ações que poderiam ser adquiridas no âmbito dos programas de recompra.

Como defesa ao ataque especulativo foram realizadas as recompras das próprias ações, sinalizando ao mercado que o preço de negociação das ações naquele momento era substancialmente inferior ao verdadeiro valor econômico das mesmas e também a confiança da administração na recuperação do mercado e conseqüentemente do preço das ações. Naquele momento, não havia qualquer decisão sobre a associação entre os dois bancos, nem a certeza do que poderia vir a ocorrer, até porque as conversas entre os presidentes das duas instituições já perduravam por mais de 15 meses.

As aquisições das ações da Itaúsa por Roberto Setubal, por sua vez, fazem parte de investimento habitual e legítimo do mesmo e se justificam em virtude do contexto da época, em que os preços das ações das empresas caíram abruptamente, incluindo as da Itaúsa. Os valores totais adquiridos foram pouco expressivos e, até por não se tratar de investimento especulativo, as ações não foram vendidas posteriormente.

Considerando os pequenos valores envolvidos e a fim de resolver rapidamente a questão, os quatro executivos optaram por celebrar o Termo de Compromisso com a CVM."

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