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Comércio cresce 9% em um ano, mas tem maior queda mensal desde 2000

Da Redação, em São Paulo

As vendas no varejo brasileiro tiveram, em abril, alta de 9,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação com março deste ano, porém, houve queda de 3%, maior baixa desde o início da série histórica em 2000.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e são mais um sinal da acomodação da atividade após um forte primeiro trimestre.

No ano, as vendas cresceram 11,8%. No acumulado dos últimos 12 meses, houve alta de 8,2%.

Considerando a comparação mensal, com ajuste sazonal, das 10 atividades investigadas pelo IBGE, apenas duas registraram crescimento: "Outros artigos de uso pessoal e doméstico" (2,5%) e "Tecidos, vestuário e calçados" (2,2%).

Ainda entre março e abril, "Móveis e eletrodomésticos" apresentaram estabilidade e "Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo" declinaram 0,7%. No mesmo sentido, "Veículos e motos, partes e peças" diminuíram 11,7%.

Levando em conta o comparativo com abril de 2009, sem ajuste sazonal, o volume de vendas acabou maior nos oito segmentos analisados, como "Móveis e eletrodomésticos" (22,7%) e "Tecidos, vestuário e calçados" (16,7%).

"Os 22,7% de crescimento no volume de vendas em Móveis e eletrodomésticos representaram o maior impacto na formação da taxa do varejo (36%). Tal resultado pode ser atribuído às vendas relacionadas ao evento da Copa do Mundo, além da ampla oferta de crédito", destacou o IBGE em nota.

Com relação à receita nominal de vendas, os indicadores foram positivos em todos os confrontos. Houve acréscimo de 0,3% em abril, bem menor do que o avanço de março, de 1,1%. Perante abril de 2009, o incremento foi de 13,2%. No acumulado de 2010, a alta se situou em 15%. Em 12 meses, a receita nominal subiu 11,5%.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, as vendas cederam 4,7% em abril e a receita nominal encolheu 2,7%. Em março, ambas leituras foram positivas, em 6,6% e 4,6%, respectivamente. No ano, as taxas corresponderam a 14,9% e 17%, na ordem.

O desempenho das vendas em março frente a fevereiro foi revisto para alta de 2,1%. O dado divulgado anteriormente mostrava avanço de 1,6%.

(Com informações de Reuters e Valor)

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