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Mercado prevê que Copom subirá juros para 11% nesta semana

Da Redação, em São Paulo

Analistas do mercado financeiro estimam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco central (BC) deve elevar a taxa básica de juros, a Selic, dos atuais 10,25% para 11% ao ano, na reunião marcada para terça-feira (20) e quarta-feira (21).

A expectativa consta no boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo BC. Na última reunião do Copom, no início de junho, a taxa foi elevada em 0,75 ponto percentual pela segunda vez seguida.

Essa perspectiva de aumento dos juros básicos em 0,75 ponto percentual na reunião deste mês permanece há dez semanas. Para o final de 2010, os analistas esperam que a Selic fique em 12% ao ano, a mesma estimativa do boletim Focus da semana passada.

Para o final de 2011, os analistas projetam a Selic em 11,75% ao ano, a mesma estimativa há cinco semanas.

O Copom eleva a Selic para controlar a inflação, em situação de economia muito aquecida. Cabe ao BC perseguir o centro da meta de inflação de 4,5% para este ano e para 2011.

Essa meta pode variar em dois pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, uma inflação entre 2,5% e 6,5% ainda estaria dentro do previsto. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi o escolhido para acompanhar a inflação no país.

Na avaliação dos analistas, esse índice deve ficar acima do centro da meta de inflação neste ano, em 5,42%, contra os 5,45% previstos no boletim anterior. Em 2011, a expectativa para o IPCA é de 4,8%, a mesma projeção há 14 semanas.

O boletim Focus também traz projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que neste ano deve ficar em 5,12%, contra os 5,15% previstos anteriormente. Para 2011, a projeção permanece em 4,5% há 26 semanas.

A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu de 8,68% para 8,58%, neste ano, e permaneceu em 5%, em 2011.

A expectativa para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) neste ano também caiu – de 8,89% para 8,79%. Para o próximo ano, subiu de 5,01% para 5,04%.

A expectativa dos analistas para os preços administrados caiu de 3,60% para 3,50%, em 2010, e de 4,78% para 4,76%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.

(Com informações da Agência Brasil)

 

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