Ações da BP seguem em queda mesmo após anúncio de que operação para fechar poço funcionou

Da Redação, em São Paulo

Apesar de a companhia petrolífera British Petroleum (BP) ter anunciado que funcionou a operação para fechar definitivamente o poço danificado no golfo do México, as ações da empresa negociadas na Bolsa de Londres caíam nesta quarta-feira (4).

Por volta das 10h (horário de Brasília), os papéis da BP tinham queda de 0,43% e eram negociados a 413.85 libras (R$ 1.156).

Desde o início do vazamento, as ações da BP despencarem 37%. Essa foi a perda registrada entre o dia 20 de abril, quando a plataforma Deepwater Horizon explodiu, até última terça-feira (2). Além disso, a britânica teve prejuízo recorde de US$ 17 bilhões no segundo trimestre.

Em 19 de abril, um dia antes do acidente, as ações da BP eram negociadas na Bolsa de Londres a 659,2 libras (R$ 1.849). Nesta terça, encerraram o dia vendidas a 415,65 libras (R$ 1.166).

No período a empresa enfrentou uma montanha-russa, conforme o noticiário apresentava boas ou más informações. A queda chegou a 54%, no dia 28 de junho, quando as ações foram negociadas a 302,9 libras (R$ 850).

Nesse dia, vazou a informação de que o executivo-chefe da BP, Tony Hayward, seria demitido. A empresa negou a informação, que mais tarde se confirmou.

Três dias antes, em 25 de junho, a BP teve a maior queda percentual em suas ações num só dia em 14 anos. Os papéis perderam 6,8% durante o pregão da Bolsa londrina. Isso aconteceu porque foi divulgado que as despesas para a limpeza do vazamento, estimadas antes em US$ 2 bilhões, haviam pulado para US$ 2,35 bilhões.

No geral, o custo total do desastre para a BP é muito maior do que isso. A empresa britânica teve de separar US$ 32,2 bilhões (R$ 56,8 milhões) a serem usados para os custos de limpeza e as indenizações dos afetados.

Entra nessa conta um fundo independente de US$ 20 bilhões que a britânica se comprometeu a formar, sob pressão do presidente dos EUA, Barack Obama.

O fundo vai servir para compensação aos atingidos pelo vazamento, como pescadores locais, que viram sua atividade econômica prejudicada.

Além disso, a BP teve o maior prejuízo de sua história -US$ 17 bilhões no segundo trimestre deste ano.

Para lidar com esses gastos, a BP anunciou que deve vender até US$ 30 bilhões de seus bens nos próximos 18 meses. Isso inclui poços de petróleo lucrativos.

A empresa também anunciou que não vai pagar dividendos neste ano.

Sob pressão, a petrolífera também trocou seu desgastado CEO (executivo-chefe), Tony Hayward, pelo americano Bob Dudley -o primeiro não britânico a conduzir a empresa.

Hayward deixará o cargo em 1º de outubro. Ele sairá levando um fundo para aposentadoria equivalente a US$ 930 mil por ano.

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