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Adesão à greve dos bancários cresce no país

Euclides Oltamari Jr/AE
Imagem: Euclides Oltamari Jr/AE

Silvana Mautone

Da Redação, em São Paulo

30/09/2010 14h12Atualizada em 30/09/2010 18h55

Subiu de 20% para 25% a adesão à greve dos bancários no país nesta quinta-feira, segundo dia da paralisação, de acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A entidade informou no início da noite que 4.895 agências foram fechadas em todos os 26 Estados e no Distrito Federal. Existem cerca de 19.800 agências no país.

Balanço do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região aponta que cerca de 28 mil bancários estão parados na região, 12 mil a mais do que na quarta-feira. A categoria reúne 130 mil funcionários na região.

A Fenaban indica como alternativas para pagar as contas e fazer operações o atendimento via caixas eletrônicos ou pela internet. Também é possível usar os 140 mil postos de correspondentes bancários pelo país – como casas lotéricas, supermercados e agências dos Correios.

A paralisação por tempo indeterminado foi decidida na noite de terça-feira (28). Os bancários rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 4,29%.

Reivindicações

Entre as reivindicações, os bancários pedem aumento de 11% (7% de aumento real, mais 4,29% de reposição da inflação medida pelo INPC), Participação nos Lucros e Resultados (PRL) de três salários mais R$ 4 mil fixos, aumento dos pisos salariais e dos valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação e do auxílio creche.

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que está sendo negociada com os bancos inclui todos os 470 mil bancários do país, que têm data-base em 1º de setembro. Desde 2004, a categoria recebe aumentos reais de salário. 

Bancos

A Fenaban afirma que propõe reajuste “partindo da reposição de 4,29%, correspondentes aos índices da inflação, na busca do percentual final”. A entidade afirma que a média salarial da categoria é de R$ 4.111,00, “uma das maiores do país” (o valor leva em conta os salários de todos os funcinários, não só das agências, mas também das áreas administrativas dos bancos).

Além disso, diz que a jornada de trabalho é reduzida em relação às outras categorias, já que é de 30 horas semanais, cinco dias por semana, enquanto para outras categorias a jornada é de 44 horas semanais.