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BC aumenta compulsório de bancos e tira R$ 61 bi da economia

Da Redação, em São Paulo

03/12/2010 10h27

O Banco Central (BC) anunciou aumento no depósito compulsório que os bancos têm de fazer diariamente. Os valores subiram de 15% para 20% do compulsório sobre depósitos a prazo e de 8% para 12% na alíquota adicional de compulsório sobre depósitos à vista e a prazo.

Com as mudanças, os bancos terão de recolher R$ 61 bilhões a mais ao BC. Isso significa que vai haver menos dinheiro disponível para emprestar, o que reduz a oferta de crédito. Os juros cobrados pelos bancos também devem subir.

O presidente do BC, Henrique Meirelles, afirmou que as medidas de contenção ao crédito são "prudenciais" e "complementares a ações de política monetária", ou seja, não impedem um possível retorno da trajetória de alta do juro básico Selic. O Comitê de Politica Monetária (Copom) terá sua última reunião do ano na quarta-feira da semana que vem.

Parte do dinheiro que os bancos recebem de seus clientes tem de ser depositada numa conta do Banco Central -é o chamado compulsório. O percentual depositado pode variar conforme a determinação do BC. Quando aumenta esse depósito obrigatório, o BC tira dinheiro do mercado. Quando reduz a porcentagem, libera mais dinheiro.

A intenção do BC ao reduzir o dinheiro disponível para crédito é dar uma freada na economia. Com menos dinheiro, os bancos cobram mais juros, e os consumidores evitam fazer compras com crediários longos, para financiar produtos mais caros, como televisores de LCD, geladeiras e carros.

O governo está preocupado com a inflação -que ocorre, entre outras razões, quando muita gente quer comprar um produto, e as indústrias não conseguir fabricar em quantidade suficiente. Assim, os preços tendem a subir.

O BC disse que as emissões de letras financeiras ficam isentas de recolhimento compulsório. Antes, o compulsório sobre esse título era o mesmo dos depósitos a prazo.

(Com informações do Valor)

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