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Agência de classificação de risco eleva nota de risco do Brasil

Da Redação, em São Paulo

04/04/2011 15h34

A agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou a nota do Brasil em um nível, de BBB-, primeiro nível de grau de investimento, para BBB. A perspectiva passou de "positiva" para "estável".

GRAUS DE RISCO DA FITCH

AAA (nota máxima)
AA+
AA
AA-
A+
A
A-
BBB+
BBB (nota do Brasil)
BBB-
BB+
BB
BB-
B+
B
B-
CCC
CC
C
DDD
DD
D (nota mínima)

Na teoria, a classificação de risco feita por agências, como a Fitch, indica que, quanto melhor é a nota, mais seguro é para o investidor aplicar em determinadas empresas ou país.

Segundo a Fitch, o potencial de crescimento do país aumentou, ao mesmo tempo em que o governo mostra maior contenção fiscal.

"A transição de poder para o governo (Dilma) Rousseff tem sido suave, e o consenso sobre as políticas macroeconômicas responsáveis continua bem ancorado", disse em comunicado Shelly Shetty, diretora de rating para a América Latina da Fitch.

"Além disso, o governo Dilma tem mostrado sinais de maior contenção fiscal, o que somado a perspectivas saudáveis de crescimento pode permitir uma queda da pesada dívida do governo do país."

A agência acredita que a economia do Brasil deve crescer a uma taxa sustentável de 4% a 5%.

É a primeira das três grandes agências de risco a elevar o Brasil a duas notas acima do grau especulativo.

A agência Moody's já afirmou que pode aumentar a nota do Brasil na primeira metade do ano. A Standard & Poor's ainda tem perspectiva estável para a nota "BBB-".

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a elevação da nota pela Fitch reflete a força da economia brasileira, e que o governo irá trabalhar em novas medidas para conter a valorização do real se o movimento atrair mais capital para o país.

"Quanto mais sólida a economia brasileira fica, mais ela tende a atrair investimento externo em dólares. O que nesse momento é um certo problema, mas é melhor ter o problema de excesso de dólares do que o problema que tínhamos no passado de falta de dólares. O governo vai continuar fazendo medidas pra conter excesso de dólares", disse Mantega a jornalistas em Brasília.

Para o mercado, o impacto do anúncio da Fitch nos mercados não deve ser relevante.

"A revisão já estava precificada, então o impacto (no mercado) acaba sendo meio neutro. Claro, pode reforçar o fluxo de capitais entrando, mas por outro lado você tem o governo tentando segurar esse excesso", afirmou Flávio Serrano, economista sênior do Espírito Santo Investment Bank.

(Com informações da Reurters)

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