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Silvio Santos deve vender Baú da Felicidade em até 90 dias

Do UOL Economia, em São Paulo

2011-05-25T17:24:24

25/05/2011 17h24

A rede de lojas Baú da Felicidade, do empresário e apresentador Silvio Santos, deve ser vendida entre 60 e 90 dias, segundo revelou o vice-presidente do grupo Silvio Santos, Lásaro do Carmo Junior, em entrevista ao portal de internet iG.

No ano passado, um grupo mexicano já havia feito uma oferta pelo Baú, mas o negócio não se concretizou então.

Depois de um rombo de cerca de R$ 4 bilhões no banco PanAmericano, que também era de Silvio Santos, o grupo empresarial entrou em crise e teve de se desfazer de parte de seu patrimônio. Inicialmente o rombo foi estimado em R$ 2,5 bilhões, mas investigações posteriores concluíram que era maior, chegando aos R$ 4 bilhões.

A primeira venda foi a do próprio PanAmericano, comprado em janeiro deste ano pelo BTG Pactual. Na ocasião, Silvio Santos disse que não venderia mais nenhuma outra empresa. "A única coisa que foi vendida foi o banco", afirmou. "As minhas empresas que estavam como garantia foram liberadas."

Na segunda-feira (23), o grupo Silvio Santos anunciou a venda de outra empresa, a Braspag, de soluções de pagamentos e serviços financeiros. A compradora foi a Cielo, de meios de pagamento eletrônico.

Na semana passada, o banco Panamericano anunciou balanço com lucro líquido de R$ 76,1 milhões no primeiro trimestre deste ano.

Segundo a reportagem do iG, o grupo Silvio Santos quer se concentrar em três áreas: comunicação, consumo e capitalização. Entre as empresas que ficam com Silvio Santos, estão o SBT, a Jequiti Cosméticos e a Liderança Capitalização, que gerencia a Tele Sena.

PanAmericano teve suposta fraude na contabilidade

O rombo no banco PanAmericano surgiu porque o banco teria vendido partes de sua carteira de crédito (empréstimos feitos) a outros bancos, sem dar baixa disso na sua contabilidade. Era como se contasse com um dinheiro que não existia mais.

Além disso, também há suspeita de golpe nos cartões de crédito. Quando um cliente pagava só parte da fatura, esse valor financiado era aumentado. A parte excedente seria desviada.

Também há indícios de fraudes na aplicação de CDB, que pagaria taxas muito acima das do mercado.

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