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Feira tem cerveja com fruta da Amazônia e de jabuticaba por até R$ 200

Carlos Iavelberg

Do UOL Economia, em São Paulo

06/07/2011 08h43

Cervejas aromatizadas com jabuticaba, bacuri (fruto típico da Amazônia) e guaraná são algumas das opções que estão sendo apresentadas na feira Brasil Brau, um dos maiores eventos do setor cervejeiro do país.

A feira é aberta ao público pela primeira vez e algumas cervejas podem ser degustadas.

Reunidas em São Paulo, 30 microcervejarias brasileiras se dizem otimistas com o setor de cervejas artesanais no país e apostam em um forte crescimento para os próximos anos.

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A Amazon Beer, de Belém do Pará, por exemplo, investiu R$ 12 milhões este ano na construção de uma nova fábrica.

Especializada em fazer cervejas com frutas da Amazônia, a empresa tem agora capacidade para produzir 100 mil litros por mês e pretende crescer 35% no próximo ano com a entrada de seus produtos no mercado do Sudeste.

Na feira, a cervejaria chamou a atenção com a Bacuri Beer, aromatizada com bacuri, mas que ainda não é vendida em garrafa, apenas na forma de chope.

Outro destaque é a Vivre, da cervejaria Falke (Belo Horizonte), que é aromatizada com jabuticaba e custa cerca de R$ 200 a garrafa de 750 ml.

Para Cilene Saorin, presidente da Cobracem (Associação Brasileira dos Profissionais em Cerveja e Malte), o bom desempenho das cervejarias artesanais está relacionado ao crescimento do poder aquisitivo da população.

“Cada vez mais os brasileiros estão aprendendo a beber melhor”, afirma Saorin.

Feira

A Brasil Brau 2011 (11ª Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja) foi aberta na terça-feira e vai até a quinta-feira (7), das 13h às 20h, no Transamerica Expo Center (zona sul de São Paulo).

É a primeira vez que o evento é aberto ao público. O ingresso custa R$ 30 e algumas cervejas podem ser degustadas. As doses são de 50 ml e 100 ml dependendo do tipo e custam R$ 3 cada uma.

Setor

Não há dados recentes sobre o mercado de cervejas no Brasil, entretanto, segundo reportagem da “Folha de S.Paulo”, existem 180 empresas no segmento das microcervejarias, que movimentam quase R$ 2 bilhões.

Os números são do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) e referem-se a 2009, quando o mercado nacional de cervejas movimentou R$ 30 bilhões.

Nesse mesmo ano, a população brasileira consumiu 10,9 bilhões de litros de cerveja, o que representa um crescimento de 33% em dez anos (em 2000, foram 8,2 bilhões de litros).

O consumo per capita em 2009 ficou em 57 litros, alta de 14% na comparação com 2000 (49 litros).

A forma mais comum de consumir cerveja no Brasil é em garrafas de 600 ml, e 66% das vendas foram dessa maneira. Depois vêm as latas (27%), o chope (3%) e as garrafas “long neck” (3%).

Considerando o consumo per capita de 2008 (quando cada brasileiro bebeu, em média, 55 litros), o Brasil ficou em 24º em um ranking feito com 29 países, empatado com Japão e Ucrânia.

Os brasileiros só bebem mais cerveja que argentinos (40 litros), franceses (36) e chineses (18). Os campeões mundiais são os tchecos com 160 litros, o que significa quase meio litro por dia.