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De lembrancinha de festa para os pontos de venda, cupcakes fazem sucesso

Maria Carolina Abe

Do UOL Economia, em São Paulo

08/08/2011 06h00

Eles eram praticamente inexistentes no Brasil até o começo dos anos 2000. Começaram a cair no gosto popular a partir de 2006, como um presentinho distribuído em festas e eventos, ou vendido sob encomenda.

Ficaram ainda mais famosos com a série "Sex and the City", em que as quatro amigas protagonistas frequentam uma loja especializada no doce.

Nos últimos anos, os cupcakes ganharam lojas só suas, principalmente nas grandes cidades do país. Os pequenos bolinhos foram também incorporados aos cardápios de grandes redes, como McDonald’s e Starbucks.

O Starbucks, por exemplo, lançou o cupcake no Brasil em março deste ano, em uma edição comemorativa pelos 40 anos da marca. Com o sucesso de público, os pequenos bolinhos foram integrados permanentemente no cardápio da rede de cafés. Já o McDonald’s inclui o bolinho em seus McCafés a partir de 2 de maio.

A área de docerias como um todo teve um crescimento significativo de cinco anos para cá, segundo o diretor de Relações Institucionais da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), Luís Augusto Ildefonso da Silva. “Foi uma expansão não só no número de marcas, mas também no número de pontos de vendas”, afirma.

Do mundo para o Brasil

A confeiteira Christiane Ferr morou na Europa no final dos anos 1990 e notou que no Reino Unido eram comuns os pequenos bolinhos feitos em casa, de mãe para filho. Pesquisando, ela descobriu que nos Estados Unidos esses mesmos bolinhos eram mais sofisticados, com cobertura e detalhes especiais. Resolveu trazer a novidade para o Brasil.

Começou um negócio em 2002, junto com o irmão, Fabio Nogueira. Montaram um “atelier” na região da avenida Cidade Jardim, em São Paulo, onde começaram a produzir cupcakes e receber alguns clientes para reunião. Vendiam cupcakes sob encomenda para organizadores de festas –casamentos, 15 anos, batizados, eventos empresariais.

“Esse público está sempre procurando produtos novos”, conta o sócio-diretor da Cupcake & Co.

A primeira experiência de ponto de vendas para o consumidor não deu certo. Mas eles aprenderam com os erros, e hoje têm uma loja no Shopping Graja Vianna e uma loja de rua na Vila Nova Conceição. A intenção é chegar ao fim do ano com cinco lojas. Onde? Nogueira pensa em uma filial na Chácara Klabin, outra próximo ao Shopping Vila Olímpia e outra em Alphaville ou Moema. Ou seja, regiões nobres da Grande São Paulo.

“Só posso trabalhar com esse tipo de público, de quem posso cobrar mais por novidades”, afirma.

De olho na qualidade do cupcake

Daniel Aguiar começou sua Cupcakeria em 2009, construindo um site com a ajuda de amigos marqueteiros, e preparando os cupcakes em uma salinha alugada na Vila Mariana. Em junho de 2010, abriu o primeiro quiosque em shopping de São Paulo, no Pátio Paulista. Hoje tem também uma unidade de produção nos Jardins e outro quiosque no shopping Top Center. Emprega cerca de 30 pessoas.

Já a rede Wondercakes, das sócias Paula Kenan e Marcella Lage, começou com a primeira loja em 2009 e, em 2010, abriu outras três unidades. “O fato de ter novos concorrentes foi bom porque tornou o produto mais conhecido”, conta Paula.

“Por outro lado, tem gente fazendo sem nenhum cuidado com a qualidade. Quem não conhece experimenta, não gosta e fica com uma impressão ruim”, lamenta.

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