IPCA
0,51 Nov.2019
Topo

Veja dicas de quem abriu um negócio de cupcake, e aprendeu errando

Maria Carolina Abe

Do UOL Economia, em São Paulo

08/08/2011 06h00

Nem mesmo o cupcake mais lindo resiste à falta de experiência no varejo. Após sete anos no ramo, os sócios da Cupcake & Co decidiram abrir seu primeiro ponto de vendas no ano passado: um quiosque no Butantã, zona Oeste de São Paulo.

A loja-piloto foi um fracasso, conta o sócio-diretor Fábio Nogueira. "Erramos tudo, mas aprendemos e consertamos."

Veja o que os donos da marca podem ensinar:

1) Em vez de contratar um arquiteto para projetar o quiosque, a empresa decidiu economizar e comprou um quiosque antes usado para venda de brinquedos. “Não tinha apelo visual nenhum”, conta Nogueira. Ele acabou aprendendo que doces precisam ficar expostos na altura dos olhos do clientes, e que guardar doces perto do chão não “pega bem”.

2) Os donos também não tinham se dado conta de que seu público-alvo eram as mulheres, responsáveis por 80% das compras de doces. Como as vendedoras não interagiam com essa cliente em potencial, as mulheres olhavam a vitrine e iam embora. “Agora, quando uma mulher se aproxima, a vendedora cumprimenta e começa a conversar, falar sobre o produto, o preço, os benefícios.”

3) Nogueira também aprendeu, na prática, que na hora de trabalhar o preço é preciso derrubar o valor paulatinamente, e não de uma única vez. “Se você derrubar o preço de R$ 9 para R$ 5, o cliente vai achar que caiu a qualidade.”

4) O acondicionamento do produto –para abastecer a loja ou para guardar o cupcake de um dia para o outro-- é um fator determinante para garantir a qualidade e evitar perdas. “Nossa primeira embalagem não era vedada; o doce transpirava e ficava ressecado. Tínhamos uma perda de 40% a 50%”, conta o sócio da Cupcake & Co. “Hoje usamos embalagens de plástico, mais adequadas, e a perda caiu para 5%.”

5) Finalmente, Nogueira lembra que, na hora de abrir um negócio, é preciso considerar questões de ordem prática e burocrática. “Eu não sabia, por exemplo, que demoraria 30 dias para conseguir instalar uma linha telefônica e que, sem ela, eu não poderia ter máquina de cartões”, conta o sócio da Cupcake & Co.

Economia