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Aumento da renda leva mais brasileiros às academias de ginástica

Aiana Freitas

Especial para o UOL Economia, em São Paulo

06/10/2011 06h00

Há 20 anos, o professor de educação física Gilson Clemente abriu uma pequena academia de ginástica nos fundos do supermercado do pai, na favela de Paraisópolis, zona sul de São Paulo.

Hoje, a GCA tem 400 alunos e, dos 30 m² iniciais, passou a ter mais de 300 m² de área. O plano anual, que custa R$ 34 por mês, é o mais procurado pelos clientes e pode ser parcelado no cartão de crédito.

"De cinco anos para cá, a procura pela academia aumentou muito", diz Clemente. "O crescimento foi nítido conforme houve melhora no poder aquisitivo dos moradores."

O motoboy Ezequias Ferreira, de 34 anos, acaba de contratar um plano anual da GCA. "Meu objetivo é perder peso", diz. "Antes eu não tinha tempo. E também tinha muita preguiça."

Já a vendedora Fiama do Nascimento Barros, de 19 anos, nunca tinha frequentado a academia e começou a se exercitar há duas semanas. "Quero ter mais qualidade de vida."

"Com o aumento do poder de compra das classes C, D e E, um dos serviços que eles querem é academia", afirma Tavicco Moscatello, gerente pedagógico da Fitness Brasil, consultoria especializada no setor.

Segundo um levantamento do Instituto Data Popular, a população de classe média emergente representa, hoje, 52% dos brasileiros que praticam atividade física em academias de ginástica no país.

O presidente da Associação Brasileira de Academias, Kleber Pereira, vê tanto potencial de crescimento entre a população de renda mais baixa que ele mesmo está abrindo uma nova unidade da academia que possui na Vila da Penha, no Rio de Janeiro.

Ele vai lançar daqui a 20 dias a Quality Express, uma versão para a classe C da academia Quality Fitness. "A criação de academias para a classe C é uma grande tendência de mercado. Existe uma demanda muito grande dessa parte da população", diz.

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