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Movimento 'Ocupe Wall Street' completa um mês e ganha o mundo

Do UOL Economia, em São Paulo

17/10/2011 14h34

O movimento "Occupy Wall Street" ("Ocupe Wall Street", em tradução livre) completa nesta segunda-feira (17) o seu primeiro mês, fortalecido pela extensão dos protestos nos Estados Unidos e pelas manifestações de ativistas "indignados" ao redor do mundo.

O movimento começou em 17 de setembro com cerca de 150 pessoas na Praça Zucotti, coração de Wall Street, o centro financeiro de Nova York (Estados Unidos).

O movimento se apresenta como uma organização pacífica e sem líderes, e é muito ativo nas redes sociais. "Somos os 99%", insistem os manifestantes, sem apresentar reivindicações específicas.

Estimulado por ele, os protestos mundiais começaram na Nova Zelândia, passaram pela Europa e prosseguiram em Nova York, seu ponto inicial. Os protestos atingiram a maior parte das capitais europeias e outras cidades.

Eles coincidiram com o encontro do G20 em Paris, onde ministros das finanças e presidentes de bancos centrais das principais economias estavam discutindo a crise econômica.

Protestos ganham o mundo no fim de semana

Manifestantes saíram às ruas no sábado (15) ao redor do mundo para acusar banqueiros e políticos de destruir economias, mas somente em Roma o "dia global da raiva" degringolou para a violência.

A maior parte dos protestos foi pequena e mal chegou a atrapalhar o trânsito, mas em Roma as manifestações atraíram dezenas de milhares de pessoas, que se enfileiravam pelas ruas estreitas do centro por quilômetros.

Alguns manifestantes usando máscaras incendiaram carros, quebraram vitrines de lojas e agências bancárias e vandalizaram os escritórios do ministério da Defesa. A polícia utilizou jatos de água para dispersar a multidão que atirava pedras, garrafas e rojões.

O que aconteceu em cada lugar

Na região Ásia-Pacífico, porém, a situação foi tranquila. Em Auckland, principal cidade da Nova Zelândia, cerca de 3.000 pessoas cantaram e tocaram tambores, denunciando a ganância corporativa.

Em Sydney, 2.000 pessoas, incluindo aborígenes, comunistas e sindicalistas protestaram em frente ao central Reserve Bank australiano.

Em Tóquio, centenas de pessoas fizeram passeata, incluindo alguns manifestantes com o bordão anti-nuclear. Outras dezenas protestaram em frente à embaixada dos Estados Unidos em Manila segurando cartazes com os dizeres "Abaixo o imperalismo norte-americano" e "As Filipinas não estão à venda".

Mais de 100 pessoas se reuniram em frente à bolsa de valores de Taipei, para entoar dizeres como "somos Taiwan 100%", e afirmando que o crescimento econômico tinha beneficiado apenas as empresas, enquanto os salários da classe média mal cobriam os custos de moradia, educação e saúde.

Em Paris, sede do encontro do G-20, uma trupe de músicos animava centenas de manifestantes no bairro operário de Belleville, numa passeata que iria até o centro.

Os manifestantes em Roma, que se autoproclamavam "os indigados", incluíam desempregados, estudantes e aponsentados.

Os protestos globais foram uma resposta em parte aos pedidos dos manifestantes de Nova York para que mais pessoas se juntassem a eles. Seu exemplo também provocou ocupações semelhantes em algumas cidades norte-americanas.

Mais protestos estavam previstos em Madri. Na Alemanaha, onde a simpatia pelos problemas de dívida dos países periféricos da Europa é pequena, milhares se reuniram em Berlim, Hamburgo e Leipzig e do lado de fora do banco central europeu (BCE) em Frankfurt.

Centenas de pessoas se reuniram também em Londres perto da catedral de St. Paul's para o protesto "Occupy the London Stock Exchange". Manifestações semelhantes ocorreram em Viena e Helsinki, assim como na Grécia, onde os manifestantes fizeram uma passeata contra os planos de austeridade fiscal do governo.

(Com informações de Reuters e France Presse)

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