IPCA
0,1 Out.2019
Topo

Dólar estaria abaixo de R$ 1,50 sem ação do governo, diz Mantega

Do UOL, em São Paulo

01/03/2012 11h02Atualizada em 01/03/2012 11h52

O dólar estaria abaixo de R$ 1,50 se o governo não tivesse agido, afirmou nesta quinta-feira (1º) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao comentar a decisão de estender o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6% para empréstimos externos com prazo de até três anos. Até então, essa alíquota incidia sobre as operações de até dois anos. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (1º).

“O governo não ficará assistindo impassível a essa guerra cambial. Nós temos que nos defender”, disse Mantega, em entrevista coletiva. “O governo continuará tomando medidas para que o real não se valorize [excessivamente] prejudicando a produção brasileira”, acrescentou.

Segundo Mantega, a eficácia das medidas adotadas “tem sido notada ao longo do tempo”, mas o governo não cogita taxar Investimento Estrangeiro Direto (IED) e a alíquota zero de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aplicações em ações "vai continuar assim".

O objetivo da extensão do IOF sobre empréstimos no exterior é reduzir o ingresso de dólares no país, cuja cotação em relação ao real chegou a ficar abaixo de R$ 1,70 nesta semana.

Essa medida, segundo fonte da equipe econômica, serve para diminuir a tomada de crédito no exterior de instituições financeiras e empresas e reduzir a entrada de dólares que tem acelerado a valorização do real.

Com menos dólar entrando, a tendência é o dólar parar de se desvalorizar em relação à moeda brasileira.

Em abril do ano passado, o governo já havia elevado de um para dois anos o prazo da incidência do IOF a 6%.

Novas regras

O imposto incidirá a partir do dia 1º de março na liquidação de operações de câmbio contratadas para entrada de empréstimo externo direto ou com emissão de notes, segundo o decreto.

O governo estipulou ainda que, se o empréstimo for contratado num prazo superior ao estipulado de três anos e for liquidado antecipadamente, total ou parcialmente, descumprindo o prazo mínimo, o banco ou a empresa terá de pagar o IOF de 6% mais multa e juros.

O decreto estabelece ainda a alíquota zero de IOF para as liquidações de câmbio para retorno de recursos aplicados por estrangeiros no mercado financeiro e de capitais e sobre a contratação de câmbio para remessa ao exterior.

Também fica em zero o IOF sobre a contratação de câmbio para remessa ao exterior, inclusive de operações simultâneas, de aplicações em Brazilian Depositary Receipts (BDR), ou recibo de ações.

Atuação do BC nos últimos dias

O Banco Central vinha fazendo uma série de intervenções no mercado para tentar contar a desvalorização do dólar.

Na quarta-feira (29), depois de fechar no pregão anterior a R$ 1,699, a moeda norte-americana fechou em R$ 1,72, após o BC realizar um leilão de swap cambial reverso e um leilão no mercado à vista.

Diante do fluxo de dólar para o país, o governo vem tentando aumentar seu arsenal na batalha para estancar a valorizaçào do real.

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, deixou até aberta a possibilidade de o Fundo Soberano ser usado no mercado cambial.

(Com informações da Reuters e do Valor)

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{user.alternativeText}}
Avaliar:

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Economia