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Governo aprova fusão de empresa energética de Eike com alemã

Do UOL, em São Paulo

14/03/2012 12h51

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira (14) a joint-venture entre a MPX Energia, do empresário Eike Batista, e a alemã E.ON para projetos térmicos e renováveis no Brasil e no Chile.

O acordo foi anunciado em 11 de janeiro e, na época, o empresário disse que pretende criar a maior empresa privada de energia do Brasil.

Cada empresa terá participação de 50% na joint venture. Pelos termos do acordo, a E.ON investirá cerca de R$ 850 milhões no projeto, alcançando, assim, uma participação de 10% na companhia.

Na época, as empresas afirmaram que pretendem atingir uma capacidade de geração de 20 gigawatts (GW). O prazo para que isso aconteça, contudo, não foi mencionado. A MPX já tem licença para desenvolver 11 GW de projetos térmicos.

Os planos para a usina de Belo Monte, por exemplo, são de que sejam gerados, de forma estável, 11,3 GW, pouco mais da metade da capacidade máxima anunciada pela empresa de Eike Batista.

Eike, acionista majoritário da MPX, disse a jornalistas que o investimento necessário para desenvolver os 11 gigawatts (GW) de projetos térmicos licenciados da empresa seria de cerca de US$ 22 bilhões.  

Empresas planejam tomar financiamento do BNDES

O presidente da E.ON, Johannes Teyssen, afirmou que as empresas planejam contar com financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para desenvolver os projetos. 

Segundo Karrer, da MPX, a empresa continuará visando os mercados de energia regulado e livre. "Os projetos que temos são altamente competitivos", disse.  

Eike confirmou ainda que a MPX deve participar no próximo leilão de energia nova A-3, marcado para março, mas não quis detalhar com quais projetos.

Alemã diz que parceria com Eike não foi 'plano B'

O presidente da E.ON disse ainda que a parceria com a MPX (MPXE3)  não foi uma segunda opção. O comentário foi uma resposta às especulações de que a companhia teria buscado a brasileira após ter perdido a disputa para aquisição da portuguesa EDP.

“A MPX não é uma segunda opção, é a primeira. A EDP, comparada com a MPX, é muito pequena. Não quero reduzir a importância deles, mas apesar do negócio importante em Portugal, eles (a EDP) são muito pequenos no Brasil”, afirmou o executivo.

"A MPX era nosso plano A para o Brasil", acrescentou. 

(Com informações da Reuters e do Infomoney)

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