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Brasil e México fecharão acordo automotivo bom para ambos, diz ministro


Do UOL, em São Paulo

Brasil e México irão fechar um acordo automotivo que seja bom para ambos os países, disse nesta quinta-feira o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, em Pernambuco, segundo informou sua assessoria de imprensa. 

Pimentel, que na quarta-feira esteve no México para reuniões sobre o acordo automotivo, afirmou ainda que o acerto contemplará uma cota móvel e flexível de exportações.

As negociações também foram conduzidas pelo ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota. Pelo lado mexicano, as conversas estão sendo chefiadas pelos ministros Bruno Ferrari, da Economia, e a chanceler Patrícia Espinosa.

O acordo automotivo com o México foi firmado em 2002 e estabelece que veículos fabricados nos países do bloco econômico e no México sejam comercializados entre eles sem a cobrança do Imposto de Importação, mas com isenção sujeita às regras de conteúdo local. 

Acordo

Pelo acordo, os carros vindos do México não são considerados importados –estando, portanto, isentos da alta do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), em vigor desde meados de dezembro.

A Nissan seria uma das empresas mais afetadas. A montadora importa daquele país cinco modelos: Sentra, Tiida Hatch, Tiida Sedã, Versa e March.

A Fiat importa do México os modelos 500 e Freemont. A General Motors, o esportivo Captiva. Os modelos Fusion e New Fiesta, da Ford, também veem daquele país.

Entenda o impasse

Os mexicanos teriam ficado irritados com negociações por carta e, na sexta-feira (9), exigiram que as conversas ocorressem "cara a cara", segundo uma fonte ouvida pela agência de notícias Reuters.

No mês passado, o Brasil ameaçou romper o acordo bilateral e pediu uma revisão dos termos, devido ao deficit crescente no comércio de automóveis entre os dois países. Uma possibilidade sugerida foi limitar o valor máximo de exportações do México a cerca de US$ 1,4 bilhão para os próximos três anos.

Desde a semana passada, os dois países trocam correspondências com propostas de revisão, sem alcançar um acordo.

Pimentel e o secretário de economia do México, Bruno Ferrari, conversaram por telefone na sexta-feira e tentaram reduzir um pouco as tensões da negociação, segundo uma fonte do governo brasileiro.

Brasil pede limite de exportações do México

O governo brasileiro pediu que o México limite o valor das suas exportações de automóveis para o Brasil para cerca de US$ 1,4 bilhão para os próximos três anos como parte de um conjunto de demandas para renegociar o acordo do comércio automotivo entre os dois países.  

O governo também disse que a quota foi o valor médio anual das exportações de automóveis do México para o Brasil nos últimos três anos, de acordo com uma carta datada de 8 de março à chanceler mexicana Patricia Espinosa e ao ministro da Economia Bruno Ferrari, à qual a agência de notícias Reuters teve acesso.  

O documento afirma que os dois lados haviam chegado a um entendimento para definir os termos da revisão do acordo. O governo mexicano não estava imediatamente disponível para comentar o assunto.

Carros mexicanos provocam rombo na balança comercial

O acordo automotivo entre Brasil e México provocou um rombo de R$ 1,55 bilhão na balança comercial brasileira apenas com a importação de automóveis de passeio. Em 2011, o Brasil vendeu para o México pouco mais de US$ 512 milhões de carros, mas gastou US$ 2,07 bilhões na compra de automóveis mexicanos.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em 2011, no âmbito do acordo automotivo, o Brasil exportou para o México US$ 1,81 bilhão em veículos e autopeças e importou dos mexicanos US$ 2,51 bilhões, gerando saldo foi negativo de US$ 696 milhões.

(Com informações de Reuters e Agência Brasil)

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