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Pequenas empresas lucram com criação coletiva de logotipos

Izabela Ferreira Alves

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Sócios do Logovia Davi de Castro Rocha, Pedro Renan e Carmelo Queiroz atribuem a um grande número de designers os pedidos dos clientes cadastrados em seu site

    Sócios do Logovia Davi de Castro Rocha, Pedro Renan e Carmelo Queiroz atribuem a um grande número de designers os pedidos dos clientes cadastrados em seu site

Pequenos empresários podem trabalhar para micro e pequenas empresas e lucrar com o "crowdsourcing" (produção coletiva de soluções para produtos e serviços). Essa foi a oportunidade que os sites Logovia e We Do Logos abraçaram. O negócio de ambos é realizar concorrências on-line de serviços de identidade visual para empresas.

A Logovia, dos sócios cearenses Davi Rocha, Pedro Renan e Carmelo Queiroz, viu seu faturamento saltar 269% em 2011. A We Do Logos já é o maior portal de design gráfico da América Latina.

O segredo dos dois negócios está em intermediar serviços entre pequenos empreendedores e designers. Como esses profissionais, muitas vezes, aproveitam o tempo livre para criar as peças, os custos do trabalho costumam ser menores do que o realizado por agências. O lucro vem de comissões sobre o serviço contratado.

Toda negociação é feita on-line

Os modelos de negócios, pouco explorados no Brasil, baseiam-se em inúmeras experiências bem-sucedidas fora do país. A forma de trabalho é simples. Primeiramente, o empreendedor cadastra seu pedido na página, divulga as características de seu projeto e quanto pretende pagar por ele.

As equipes da Logovia e da We Do Logos repassam os pedidos para as comunidades de designers cadastrados nas plataformas. O cliente acompanha o desenvolvimento da solução, escolhe a melhor proposta e faz o pagamento; tudo on-line.

A Logovia apresenta como diferencial o acompanhamento dos projetos do início ao fim. "Atuamos como consultores dos pequenos empresários. Discutimos com ele seus pedidos, auxiliamos na escolha da melhor proposta e, depois de pronta a peça, ainda sugerimos as melhores formas de aplicação", afirma Carmelo Queiroz, diretor de relacionamento.

Com um investimento inicial de R$ 140 mil, a pequena empresa esperar crescer, até o fim deste semestre, 130%.

Já a We Do Logos surgiu primeiro, no fim de 2010 e hoje já é a maior empresa brasileira no ramo. "Esse é um dos nossos diferenciais, congregamos a maior comunidade de designers espalhados por todo o país e já estamos exportando logos para Portugal e Estados Unidos", afirma o diretor Gustavo Mota.

Nos primeiros meses, o prêmio mínimo por qualquer serviço contratado por intermédio da We Do Logos era R$ 195, mas a comissão do site era variável. "Nossa porcentagem subia junto com o valor da recompensa oferecida pelo empreendedor."

  • Diretor da We Do Logos, Gustavo Mota já exporta logomarcas para empresas de Portugal e dos EUA

Hoje, o lance mínimo para postar um pedido nessa página é R$ 235, mas o percentual de intermediação é fixo e igual a 30% do total para qualquer valor oferecido pelo empreendedor. "Para logos, nossa porcentagem é de 24%", diz Mota.

Para desenvolver um pedido na Logovia, o cliente paga pelo resultado, no mínimo, R$ 249 e a comissão dos donos do site varia entre 20% e 30% do valor do projeto.

Por meio desses dois negócios digitais é possível criar logotipos, papelaria e todo o design gráfico de marcas, embalagens, uniformes e sites. Nessas páginas na internet também é possível encomendar a arte dos materiais de divulgação para diversas ações de marketing – panfletos, banners, mascotes.

Elas vêm suprir uma necessidade de empreendedores que buscam comunicar com seus públicos uma imagem mais profissional, mas não dão conta de pagar pelo trabalho de uma agência de publicidade.

Preço, forma de encaminhamento do projeto, interação pela internet e a comodidade de poder contratar o serviço de qualquer ponto do país são apenas algumas das vantagens ligadas ao crowdsourcing que podem ser exploradas por outros negócios.
 

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