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Procon ensina a evitar as 'pegadinhas' dos bancos na guerra dos juros

Maria Carolina Abe

Do UOL, em São Paulo

16/05/2012 15h00

Para os clientes que pensam em aproveitar a guerra dos juros entre os bancos, o Procon faz um alerta: é preciso analisar bem as condições para não fazer um mal negócio, nem acabar com uma dívida maior ainda. 

"As informações que os bancos estão divulgando não são completas", afirma Valéria Garcia, diretora de Estudos e Pesquisas do Procon-SP. "A intenção é atrair o consumidor para a agência, mas lá ele dificilmente vai conseguir a taxa mínima anunciada."

Há uma grande variação entre as taxas de juros mínimas e máximas cobradas por cada instituição, e a seleção depende, entre outras coisas, do nível de relacionamento com o cliente.

As taxas menores exigem, muitas vezes, que o consumidor seja correntista e receba seu salário no banco. Além disso, em vários casos é preciso ainda contratar um pacote de serviços específico.

“Aí está a armadilha. É uma despesa a mais que o consumidor terá mensalmente, e precisa calcular se vale a pena”, diz Valéria.

Pesquisar as condições em dois ou três bancos

Segundo ela, o consumidor deve ter claro qual é seu objetivo e pedir informações sobre a qual taxa pode ter acesso, quais as condições envolvidas e quais os outros encargos (por exemplo, IOF ou tarifa de cadastro).

“É preciso ir ao banco e perguntar isso: ‘eu vou emprestar R$ 1.000; quanto eu vou pagar por mês? Quanto será pago de juros e de tarifas?’”, afirma.

Valéria recomenda fazer essa consulta em pelo menos dois ou três bancos e comparar as condições oferecidas.

Caso se sinta lesado ou se o banco omitir alguma informação, o consumidor pode procurar o Procon ou fazer uma denúncia ao Banco Central.

“Os bancos ainda estão mexendo nas taxas. Então, é melhor não ter pressa e estudar um pouco mais essas mudanças”, diz.

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