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Revista "Economist" traça perfil de Eike Batista como "o vendedor do Brasil"

Do UOL, em São Paulo

24/05/2012 13h14

“O vendedor do Brasil” e “labrador caçador de trufas” são algumas definições da revista britânica “The Economist” sobre o empresário brasileiro Eike Batista, em reportagem publicada na edição desta semana.

O texto afirma que o “potencial de vendedor” fez de Eike o homem mais rico do país e o sétimo no mundo, com uma fortuna estimada em US$ 30 bilhões. “É mais do que Mark Zuckerberg com o Facebook”, afirma o texto.

Segundo a revista britânica, Eike se descreve como um “labrador caçador de trufas” --referindo-se aos cães que farejam esse fungo comestível caríssimo, que cresce debaixo da terra.

Eike nega alegações de que seu pai --Eliezer Batista, que foi diretor da Vale entre 1961 e 1968, além de ministro de Minas e Energia-- tenha lhe oferecido qualquer tipo de ajuda concreta, como “dizer ao labrador onde farejar”, diz a "Economist".

“Nada me foi dado de graça”, diz Eike à revista. “Eu apostei contra a Petrobras, Exxon, Shell, todas as grandes, e paguei um bilhão de dólares”, diz.

Após listar as nove companhias que formam o grupo EBX, de Eike, o texto afirma que “poucas já renderam lucros” e que “algumas foram listadas [na Bolsa de Valores] quando ainda eram pouco mais que uma ideia”.

“O império EBX reflete a forma como o senhor Batista enxerga os pontos fortes e fracos do Brasil”, diz o texto. “O senhor Batista quer construir estradas, ferrovias, portos, navios e refinarias para levar os minerais do Brasil ao mercado global. Ele também está construindo usinas de energia, para se abastecer com seu próprio combustível e carvão.”

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