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Empreendedorismo: Conheça taxas e cuidados para abrir loja em shopping

Afonso Ferreira

Do UOL, em São Paulo

15/06/2012 06h00Atualizada em 07/09/2018 17h49

Abrir uma loja de rua ou em um shopping é uma dúvida comum para empreendedores durante a elaboração do plano de negócios. A escolha errada traz impactos negativos e pode afundar uma empresa que tinha todas as condições de mercado para ser bem-sucedida.

Para falar sobre os cuidados na escolha do ponto comercial e das taxas de manutenção do negócio, o UOL conversou com especialistas na área de varejo. Segundo Marcos Hirai, sócio-diretor da BG&H Real Estate, consultoria especializada em expansão de redes de varejo, conforto e segurança são as principais vantagens dos shopping centers.

“A loja na rua implica pagar segurança privada e fechar as portas mais cedo. Principalmente nas grandes cidades, este é um fator de preocupação”, afirma.

Por outro lado, o investimento na abertura de uma loja na rua tende a ser menor. “O valor do aluguel de um ponto no shopping é, em média, 30% maior que uma loja de rua. Porém, existem regiões dentro da cidade onde os custos se equivalem”, diz Hirai.

Taxas não são único critério para escolher ponto comercial

De acordo com o sócio-diretor da BG&H Real Estate, as principais taxas para manter uma loja de rua são o aluguel e o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

Já em um ponto no shopping, além do aluguel, há o fundo de promoção (valor para divulgação e publicidade do empreendimento) e o condomínio, que somados formam o chamado o custo de ocupação.

Mas, segundo Hirai, a escolha do ponto comercial não deve ser feita apenas com base no preço. “Todo shopping tem seus cantos mortos, que são mais baratos. É preciso ter cuidado com eles. A dica é sempre conversar com a loja ao lado e perguntar se os donos estão felizes no local.”

Para ele, alguns modelos de negócio ainda se dão melhor na rua, como padarias, lavanderias, manicures e locadoras. Porém, outros segmentos avançam com sucesso para os shoppings. É o caso dos pet shops, cabeleireiros e academias de ginástica.

“Os shoppings estão virando centros de convivência, onde se encontram soluções para toda família num único lugar”, declara.

Perfil dos frequentadores tem de ser compatível com a loja

Segundo o professor da escola de administração de empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Maurício Morgado, os shoppings têm uma garantia mínima de público e um potencial de atração maior do que as ruas.

Mesmo assim, o empreendedor deve estar atento ao perfil dos frequentadores do local. “O público tem de estar de acordo com o perfil da loja. Se o shopping já estiver funcionando, é mais fácil avaliar quem são os visitantes”, diz.

Caso o empreendimento não tenha sido inaugurado, Morgado afirma que a administração do local é obrigada a fornecer um estudo com a área de influência, que aponta o perfil dos futuros frequentadores.

Na opinião do professor, a melhor dica para quem está em dúvida sobre qual o melhor ponto comercial é fazer uma lista do quanto será gasto para deixar o espaço em condições de funcionar.

“Não existe resposta pronta para esta dúvida. Cada caso é um caso. O ideal é colocar na ponta do lápis o quanto vai custar cada loja e ver qual é a mais rentável”, afirma.

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