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Região da Barra de Tijuca (RJ) ganha um Maracanã por mês em novas construções

Fabio Leite

Do UOL, no Rio

  • Rafael Andrade/Folhapress

    Região onde vai passar corredor expresso no Rio, que ligará a Barra ao aeroporto internacional

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Bola da vez do mercado imobiliário carioca e alvo de investimentos públicos para a realização de grandes eventos internacionais como a Rio+20 e os Jogos Olímpicos de 2016, a região da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, ganhou um Maracanã por mês em novas construções neste ano.

Entre janeiro e abril, a Secretaria Municipal de Urbanismo aprovou licenças para construção de casas, prédios e condomínios residenciais e comerciais que somam 776 mil metros quadrados, ou seja, média de 194 mil metros quadrados por mês. O estádio do Maracanã (zona norte), que está sendo reformado para a Copa de 2014, ocupa uma área de 186 mil metros quadrados.  

Juntos, Barra e Jacarepaguá respondem por mais da metade das licenças para novas construções concedidas pela prefeitura em toda a cidade (1,3 milhão de metros quadrados) nos quatro primeiros meses do ano. E o boom imobiliário nas duas principais regiões da zona oeste se reflete também no número de unidades a serem erguidas.

Até abril, foram 5.224 unidades aprovadas, sendo 2.660 residenciais. Isso significa que a Prefeitura do Rio liberou a construção de mais de 20 imóveis residenciais por dia só nessa região. Em toda a capital, foram 8.751 unidades, das quais 4.840 são residenciais, segundo dados da Secretaria Municipal de Urbanismo.

A Barra da Tijuca é a preferida dos construtores. Foram 2.520 unidades aprovadas numa área total de 458 mil metros quadrados.


A explicação do mercado para esse fenômeno é a de que o Rio não tem mais para onde crescer a não ser para a zona oeste, já que a zona sul, área nobre da cidade onde ficam as praias mais badalas como Ipanema, Leblon e Copacabana, não tem oferta de terrenos para novas construções.

"A zona sul tem falta de opção de terreno para construção de novos empreendimentos, os prédios são muito antigos e comprar ali deixaria os preços muito altos. Na zona oeste, o custo-benefício é interessante porque ainda há várias áreas para comprar e boa qualidade de vida e opções de lazer", afirma o vice-presidente do Secovi-RJ (Sindicato da Habitação no Rio), Leonardo Schneider.

Segundo ele, os investimentos públicos na zona oeste têm impulsionado o mercado imobiliário na região. "A Barra vem sendo transformada por conta dos Jogos Olímpicos com investimentos nas áreas de transporte, segurança pública e saneamento, fazendo com que ela fique ainda mais atraente", disse Schneider.

É na Barra da Tijuca que fica o Riocentro, centro de convenções que foi sede da Rio+20, e onde será construída a Vila Olímpica, onde ficarão os atletas que competirão nos Jogos de 2016.

No geral, os novos empreendimentos na Barra são grandes condomínios, com mais de cem unidades cada, e ampla área de lazer. E o preço dos imóveis continua sendo mais em conta do que na zona sul. Segundo Schneider, enquanto o metro quadrado na orla da zona oeste vai de R$ 6.000 a R$ 16.000, na zona sul ele varia entre R$ 10.000 e R$ 40.000.

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