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Restaurante com garçonetes sensuais abre nova loja e prevê crescer no país

Matheus Lombardi

Do UOL, em São Paulo

29/06/2012 06h00

Mesmo com a crise econômica que afeta os Estados Unidos, os “breastaurants” (trocadilho com "breast", seios em inglês, e "restaurants"), como são conhecidos os restaurantes que exibem garçonetes vestidas com roupas decotadas, cresceram mais de 30% em 2011. No Brasil, não é diferente. O Hooters, maior rede do setor, investiu R$ 2 milhões para abrir a segunda loja no país, que será inaugurada em julho, em São Paulo.

“O simples é muito pouco para oferecer aos clientes. É como um executivo não falar inglês hoje em dia. As chances de sucesso diminuem bastante. Apenas bom atendimento e boa comida não são mais suficientes. Os clientes querem um diferencial”, disse o presidente do Hooters no Brasil, Marcel Gholmieh.

Ainda neste ano, além das duas unidades em São Paulo (Vila Olímpia e Mooca, que será inaugurada em julho), o Hooters deverá abrir uma loja no Rio de Janeiro. Para 2013, devem ser abertas mais três unidades.

"O público brasileiro está muito exigente. É uma tendência que vem para ficar. Estamos há dois anos com o Hooters no país, e os números continuam crescendo. O conceito está agradando o público brasileiro", afirmou Gholmieh.

Garçonetes passam por treinamento rigoroso

Andar de patins, fugir de cantadas e, é claro, servir cerveja bem gelada são apenas algumas das habilidades que as garçonetes da rede de restaurantes "Hooters" precisam ter.

Em fase de expansão, a rede realiza um treinamento com as futuras "garotas Hooters", como são conhecidas. Para uma das instrutoras da rede, Geise Audrei, 26, o fundamental é estar atenta todo o tempo, principalmente com o decote.

“A gente tem que tomar muito cuidado para não mostrar demais quando vamos limpar uma mesa, por exemplo. Tem sempre alguém de olho na gente. Além disso, precisamos saber fazer maquiagem, andar de patins, arrumar o cabelo e ter uma postura que agrade a todos”, disse.

O conceito de restaurante com garçonetes usando roupas decotadas foi inventado nos Estados Unidos, na década de 1980, pelo próprio "Hooters". Além de servir bebidas e pratos, os restaurantes funcionam como ponto de encontro de aficionados pelo esporte.

Fugir das cantadas

Sobre as cantadas que costumam receber, a garçonete Gabriela Quintão, 22, afirma que o treinamento que recebem ensina a driblar os mais abusados.

“Os clientes sempre nos respeitam. Às vezes, fazem alguma piada, mas aí a gente sabe como fazer para que a pessoa não continue. À noite é um pouco pior, porque os clientes costumam beber mais”, afirmou.

Em caso de abuso, porém, ela explica que é necessário chamar um gerente ou até mesmo um segurança. “Mas isso é raro acontecer”, disse.

Já para Gabriela Diniz, 21, a interação com os clientes é tão positiva que a maioria acaba sempre voltando. “A gente interage bastante com cada um. Os clientes acabam virando nossos amigos”, declarou.