Investir em franquia de serviços para carros custa de R$ 5 mil a R$ 500 mil

Afonso Ferreira

Do UOL, em São Paulo

O grande número de veículos em circulação no país, principalmente carros de passeio, está levando muitos empreendedores a investirem na prestação de serviços automotivos. No setor de franquias, destacam-se os serviços de limpeza e estética veicular, inspeções e vistorias, aluguel de carros, funilaria, pintura, envelopamento e até monitoramento por satélite.

A partir de R$ 5.000, é possível começar um negócio na área de limpeza e estética veicular da Auto Spa Express, serviço prestado no endereço do cliente e não demanda ponto  comercial. Franquias móveis de reparos na lataria e pintura, como a Make-up e Disk Reparos, custam a partir de R$ 25 mil e R$ 90 mil, respectivamente.

Segundo dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising), as franquias de serviços automotivos, que não incluem a venda de veículos, faturaram R$ 3 bilhões em 2011, alta de 11,4 % em relação a 2010. No entanto, aos futuros empreendedores, atenção: o auge do crescimento parece ter passado. O setor deve continuar se expandindo, mas a um ritmo menor, de 7%, puxado para baixo pela crise na indústria automobilística mundial.

Mercado está aberto nas capitais e no interior

O diretor-executivo da ABF, Ricardo Camargo, afirma que as áreas que mais se expandem são as locadoras de veículos – principalmente nas capitais e cidades do interior que possuem aeroportos, como Campinas (SP) e Ribeirão Preto (SP) – e as franquias de vistoria e inspeções veiculares.

"Os negócios crescem conforme crescimento da frota. As inspeções são mais demandas pelo aumento na venda e revenda de carros e pedidos de seguros, quando os veículos têm de passar por vistorias."

Para Camargo, nas capitais, as oportunidades estão nos bairros que se verticalizam, onde há um número maior de automóveis. Já no interior começa a despontar como um novo mercado a ser explorado.

"Há cidades, hoje, com 100 mil habitantes que já comportam esses serviços, mas antes não tinham frota suficiente para sustentar um negócio", diz.

Volume de carros nas ruas não é garantia de sucesso

Segundo o sócio-diretor da consultoria Praxis Education, Maurício Galhardo, ter volume de potenciais clientes não quer dizer necessariamente que o negócio dará certo. Antes, é preciso fazer um estudo de onde estão os concorrentes e onde o serviço é mais demandado.

"Na prestação de serviço, qualquer um pode ser seu concorrente. É muito mais fácil copiar ou imitar. Por isso, a paixão por carros não pode falar mais alto do que a razão na hora de investir. Sem um estudo prévio, o negócio pode fracassar", declara.

Galhardo afirma que não é preciso ser um profundo entendedor de mecânica e de automóveis para investir no setor. Mais importante do que o conhecimento técnico é o empreendedor saber como gerenciar um negócio.

"É importante o franqueado entender um pouco da técnica para abordar o cliente, mas não necessariamente ele precisa saber colocar a mão na massa. Muitas vezes, a própria franqueadora oferece um treinamento que pode suprir essa carência na parte técnica do empresário."

Frota de automóveis cresce 6,8% em um ano no país

De acordo com os dados mais atualizados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), em abril deste ano, a frota nacional de automóveis era de 40,6 milhões, número 6,8% maior ao registrado no mesmo período de 2011 (38 milhões).

São Paulo é o Estado com maior número de carros nas ruas, 14,3 milhões. Em seguida vêm Minas Gerais e Rio de Janeiro, com 4,3 milhões e 3,4 milhões de automóveis, respectivamente.

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