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Feira traz máquinas self-service para pequenos negócios a partir de R$ 1.000

Larissa Coldibeli

Do UOL, em São Paulo

09/08/2012 06h00

As máquinas automáticas de vendas são o tema da feira ExpoVending & OCS 2012, que vai até hoje no Parque Anhembi, em São Paulo. Empreendedores interessados em começar o próprio negócio encontram um mercado interessante neste segmento, que cresce aproximadamente 20% ao ano, segundo a organização do evento.

Na feira, estão expostas máquinas de café, salgadinhos, livros e outros produtos, que podem ser adquiridas por valores que vão de R$ 1 mil até mais de R$ 20 mil, dependendo da tecnologia e do volume que podem servir.

A máquina mais barata, de R$ 1 mil, é a de bebidas quentes (café, café com leite, capuccino e chocolate). Para abastecê-la, o empreendedor tem que desembolsar a partir de R$ 200, dependendo da quantidade de doses e do fornecedor.

Os equipamentos podem ser adquiridos por empreendedores interessados em negociá-los para outras empresas ou instalá-los em lugares públicos, como estações de trem e metrô, hospitais, universidades, entre outros. Além dos fabricantes, o evento reúne fornecedores de insumos para as máquinas.

Operadores se especializam e viram fornecedores de grandes empresas

Carlos Militelli, diretor da EPS Eventos, organizadora da feira no país, diz que há muitas oportunidades para os micro e pequenos empreendedores neste segmento.

“É um investimento acessível. Os operadores, como são chamados os empresários que alugam essas máquinas para outras empresas, podem começar com apenas uma e aumentar seu portfólio aos poucos, conforme fecharem outros contratos”, declara.

Ele explica que, geralmente, o operador se especializa na máquina e é ele quem cuida da manutenção, da limpeza e do abastecimento de insumos. “Um operador e um ajudante dão conta de até 40 máquinas. Se o número de clientes aumentar, aí é necessário contratar mais gente”, diz Militelli.

Modelos high-tech têm leitura biométrica, acesso a redes sociais
e pagamento via celular

Máquinas cada vez mais modernas, com programas de gestão avançados, permitem um controle maior das vendas e dos produtos disponíveis e até a interação do cliente com o aparelho.

Um exemplo é o lançamento da VE Global em parceria com a Intel que utiliza a análise facial para indicar produtos ou restringir a venda de certos itens a crianças, por exemplo.

Com uma grande tela sensível ao toque, ela ainda permite a interação do cliente com o aparelho e com as redes sociais, postando automaticamente a compra no Facebook, se o consumidor desejar. A máquina com a tela e o software custa cerca de R$ 13 mil. Ainda é possível adquirir novos programas para o pagamento vendas por celulares.

Formas de lucro variam de acordo com o contrato

O contrato dos operadores com os clientes varia muito. Pode ser anual, mensal ou por dia, se a máquina for requisitada para um evento, por exemplo. O operador pode lucrar com o aluguel do equipamento, com a venda dos produtos ou pode ter de pagar uma espécie de pedágio para o dono do espaço onde a máquina ficará.

“Se o ponto for muito concorrido e for do interesse do operador e do dono do local disponibilizar uma 'vending machine', eles podem chegar a um contrato em que ambos lucrem”, afirma o diretor da EPS Eventos.

Além disso, é possível lucrar também com a venda de espaços publicitários nas máquinas. Militelli diz que está crescendo o número de grandes marcas que fazem ações de marketing com este tipo de equipamento.

“O operador, antes, customizava a parte externa da máquina com adesivos. Hoje, com as novas tecnologias e telas digitais, esse tipo de ação vai ficar muito mais fácil e interativa para os clientes”, declara.

Mercado tem espaço para crescer no Brasil

Yves Dalton, presidente da ABVA (Associação Brasileira de Vendas Automáticas), diz que as máquinas automáticas de autosserviço no Brasil ainda estão muito voltadas para alimentação, mas que no exterior já é comum seu uso para venda de cosméticos, óculos, acessórios femininos e até calçados.

"O contato do povo brasileiro com as máquinas de autosserviço está crescendo e o mercado deve aumentar proporcionalmente. Além disso, há oportunidades com a Copa e as Olimpíadas no Brasil, já que os estrangeiros já estão acostumados a usá-las. Um dos objetivos da ABVA é aumentar as opções", afirma Dalton.

Ele dá dicas para quem está começando na atividade. "Buscar sempre equipamentos e insumos de qualidade, oferecer um bom serviço ao seu cliente, facilitar vendas com diversificação dos meios de pagamento e buscar tecnologia, que permite um controle melhor das operações", declara.

Empresários de qualquer segmento podem ter uma 'vending machine'

Empresários que atuam em qualquer área também podem adquirir uma vending machine para sua empresa, seja para vender produtos para seus funcionários ou clientes ou para oferecer o tradicional cafezinho. As máquinas podem ser configuradas de várias maneiras, em que produtos pagos e grátis são disponibilizados no mesmo equipamento.

“As máquinas valorizam qualquer ambiente. O mais comum é as empresas terem acesso a elas por meio de operadores, pois eles ficam responsáveis por cuidar do equipamento. No entanto, nada impede que um empresário adquira diretamente uma máquina para sua empresa”, declara Militelli.

Serviço:

ExpoVending & OCS 2012

Data: 8 e 9 de agosto de 2012, das 14h às 20h

Local: Parque do Anhembi - Palácio das Convenções

Endereço: Avenida Olavo Fontoura, São Paulo

Entrada grátis

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