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Juros

Dilma critica bancos e pede que cartões tenham "ganhos civilizados"

Do UOL, em São Paulo

06/09/2012 22h21

A presidente Dilma Rousseff comemorou as quedas de juros determinadas pelo Banco Central, mas ainda reclamou dos bancos. "Isso [a redução de juros básicos] me alegra, mas confesso que ainda não estou satisfeita, porque os bancos, as financeiras e, de uma forma muito especial, os cartões de crédito, podem reduzir ainda mais as taxas cobradas ao consumidor final, diminuindo para níveis civilizados os seus ganhos."

Os comentários foram feitos nesta quinta-feira (6) pela presidente Dilma, durante o pronunciamento nacional em rede de rádio e televisão por ocasião do Dia da Independência.

Sobre a redução de juros, a presidente disse que vai continuar insistindo. "Sei que não é uma luta fácil, mas garanto a vocês que não descansarei enquanto não vir isso se tornar realidade, como também não descansarei na busca de novas formas para diminuir impostos e tarifas sem causar desquilíbrio ás contas públicas e sem trazer prejuízos às nossas políticas sociais."

O governo tem tomado várias medidas para estimular a economia diante da crise econômica global, com redução de impostos e juros.

Nesta quinta-feira (6), o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal anunciaram um corte nos juros cobrados no parcelamento da fatura de alguns cartões de crédito.

Na quarta-feira da semana passada (29/8), o governo prorrogou o desconto de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na compra de carros, geladeiras, fogões, lavadoras, móveis e material de construção. A previsão era que a redução do IPI de carros e eletrodomésticos terminasse no fim de agosto.

O desconto para carros foi prorrogado por mais dois meses e vai até 31 de outubro deste ano. A redução para eletrodomésticos da linha branca foi estendida até 31 de dezembro deste ano. A isenção para móveis, painéis e laminados, que iria até setembro, também foi prolongada até 31 de dezembro. O desconto de IPI para material de construção vai até o fim de 2013.

Também na quarta-feira da semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, cortou a Selic (taxa básica de juros) em 0,5 ponto percentual, indo de 8% para 7,5% ao ano. Essa é a menor taxa que o Brasil já teve desde a criação da Selic, em julho de 1986.

Juros baixos ajudam a economia porque os consumidores podem fazer mais crediário e comprar a prazo com um custo menor. Além disso, as empresas podem tomar dinheiro

O PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas no país) teve um crescimento pequeno no segundo semestre: 0,4% em relação ao primeiro trimestre deste ano e 0,5% em relação ao segundo trimestre do ano passado, conforme foi divulgado na semana passada.

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