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Zuckerberg considera "decepcionante" queda das ações do Facebook na Bolsa

Justin Sullivan/Getty Images/AFP
Imagem: Justin Sullivan/Getty Images/AFP

Do UOL, em São Paulo

12/09/2012 08h11

O executivo-chefe e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, admitiu nesta terça-feira (11) que está preocupado com o rendimento das ações da companhia na bolsa de valores, apesar de ter lembrado que a empresa já passou por momentos complicados no passado.

As ações do Facebook foram fixadas no valor de US$ 38 por título quando estrearam na bolsa no último mês de maio, mas desde então elas perderam a metade de seu valor.

Zuckerberg disse que a queda "obviamente foi decepcionante", mas garantiu que é um bom momento para "redobrar" a confiança no futuro da companhia, especialmente devido as suas receitas publicitárias por meio dos dispositivos móveis.

"A situação não ajuda, mas acho que é um momento genial para que as pessoas fiquem e aumentem suas apostas", afirmou hoje durante a conferência TechCrunch Disrupt.

"O Facebook nunca foi uma companhia à margem da controvérsia. Não é a primeira vez que sofremos altos e baixos", acrescentou Zuckerberg, em seu primeiro discurso público desde o lançamento em maio da Oferta Pública de Venda das ações (OPV), com a qual arrecadou US$ 16 bilhões (R$ 32,38 bilhões).

Logo depois do início do seu discurso, as ações do Facebook subiram 3,8%, chegando ao valor de US$ 20,17.

Zuckerbeg comentou que "é realmente fácil para muitos subestimar o mercado de telefonia móvel" para a empresa, ao mesmo tempo em que descartou que a companhia planeje o lançamento de um telefone celular.

"Gosto de pensar que quando as pessoas nos fazem muitos elogios, não somos realmente tão bons. E que quando a imprensa é muito crítica, não somos tão ruins como dizem", manifestou.

Recentemente, Zuckerberg anunciou que não venderá ações da companhia nos próximos 12 meses, uma decisão que tem como objetivo reduzir a quantidade de ações disponíveis no mercado.

Entre seus planos, figura a recompra de 101 milhões de ações - cerca de 4% do total - que poderiam ser colocadas à venda na medida em que forem expirando os prazos de restrição para seus atuais empregados.

"Só quero construir coisas boas. Quero que em 20 ou 30 anos nosso legado seja ter todo o mundo conectado através das formas que as pessoas desejam. Acho que as pessoas gostam do que estamos fazendo", declarou.

(Com informações da AFP)

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