IPCA
0.19 Jul.2019
Topo

Empresa Toda Bossa vai representar o Brasil em copa global de empreendedores

Do UOL, em São Paulo

19/10/2012 06h00

Uma empresa que desenvolve e vende produtos com design em conjunto com artistas brasileiros vai representar o país na Creative Business Cup (Copa de Economia Criativa). A competição é uma iniciativa do Ministério de Negócios e Crescimento Dinamarquês e faz parte da programação da Semana Global de Empreendedorismo, que será realizada em novembro em Copenhague, na Dinamarca.

A Toda Bossa Slow Design foi escolhida na etapa nacional do concurso, organizada pela  Endeavor, entidade de incentivo ao empreendedorismo, em parceria com a empresa Project Hub. "O que me deixou  bastante satisfeito foi a capacidade de agregar criadores e distribuir a produção. Eles atuam no ciclo completo da economia criativa ao agregar e distribuir", diz Lucas Foster, da Project Hub, um dos idealizadores da seletiva no Brasil.

De acordo com Foster, além da criatividade da empresa, o diferencial do projeto foi a proposta de gestão. "É uma empresa que já vem recebendo mentoria. Elas são incubadas e a gente já percebeu pela apresentação a consistência que essa incubação ofereceu para transformar a ideia em negócio. O suporte agregou muito valor."

Em seguida no ranking divulgado nesta quinta-feira (18) ficaram a Greentee, que confecciona camisetas ecológicas, e a Comidistas, que oferece ingredientes e receitas para produção de pratos em casa. As três empresas que se destacaram receberão consultoria e cursos da Escola São Paulo e da Perestroika, mas apenas o primeiro lugar viaja para a Dinamarca para competir pelo Brasil.

Resultado da seletiva superou expectativa de organizadores

O volume de inscritos na seletiva brasileira e o nível de criatividade superaram as expectativas dos organizadores. "Pensávamos, por se tratar de um segmento específico, que haveria menos interessados. Tivemos cerca de 70 projetos inscritos em duas semanas e meia, foi surpreendente", diz Foster.

No entanto, a organização avaliou que a maioria dos inscritos ainda precisa aprender a tornar boas ideias viáveis. "Percebemos que há muita capacidade criativa exposta, mas ainda falta qualificação do ponto de vista técnico e de gestão. Temos muito boas ideias, somos criativos, mas ainda temos deficiência em transformar essa ideia em realidade."

A premiação levou em consideração três pilares: originalidade, criatividade e plano financeiro. "A gente tem percebido uma distância entre o potencial criativo que existe no Brasil e a capacidade de transformar em geração de negócio e de renda. Estamos no caminho mesmo de a aproximar a criatividade da economia."

Mais Economia