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BC pode tomar medidas para que mercado funcione com normalidade, diz Tombini

Do UOL, em São Paulo

22/11/2012 11h15

O Brasil não tem qualquer objetivo formal ou informal para a taxa de câmbio, enfatizou o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em audiência pública na Câmara dos Deputados.

Tombini destacou que o regime de câmbio no país é flutuante, com definição da taxa pelo mercado. Mas informou que o BC, se necessário, tomará medidas de precaução para fazer com que o mercado funcione “dentro da normalidade”.

O presidente do BC também disse que sempre no final do ano há oferta de dólares menor do que a demanda, mas esse movimento tende a se reverter no início do próximo período. Tombini destacou que se for preciso, o BC vai intervir no mercado para resolver a “questão temporária de liquidez na virada do ano”.

Ele também destacou que não há "qualquer banda formal ou informal" ou "objetivo" sobre o câmbio, que continua flutuante. Mas ressaltou que a autoridade monetária continuará tomando precaução para evitar que o Brasil seja alvo de especulações.

Segundo Tombini, que participa de audiência na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, o BC "está pronto, sempre pronto" para atuar no mercado.

A fala de Tombini ocorre num momento que o mercado testa a banda informal do dólar a 2,10 reais, após a moeda ter subido mais de 3% só neste mês. Logo após as declarações do presidente do BC, a cotação da moeda norte-americana passou a cair mais, voltando momentaneamente ao patamar de R$ 2,08.

A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegaram a dar declarações neste semana que levaram o mercado a acreditar que o governo toleraria o dólar acima de R$ 2,10.

"Não temos no país qualquer objetivo de câmbio, estamos com câmbio flutuante e nós sempre tomaremos precauções para evitar que o Brasil seja uma praça de desvalorização de importantes moedas contra a nossa moeda. A presidente Dilma recentemente mencionou esse fato", afirmou ele.

Tombini também reafirmou que a economia brasileira já acelera neste semestre e que a expectativa é de um ritmo mais intenso em 2013, apoiada em importantes fatores de sustentação da demanda, como emprego, renda e crédito.

(Com informações de agências)

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