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Combustível vai ficar mais caro em 2013, confirma ministro Mantega

Fernando Bizerra Jr/Efe
Guido Mantega, ministro da Fazenda Imagem: Fernando Bizerra Jr/Efe

Do UOL, em São Paulo

2012-12-19T12:03:46

2012-12-19T12:31:12

19/12/2012 12h03Atualizada em 19/12/2012 12h31

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira (19) que certamente haverá aumento no preço dos combustíveis em 2013. É a primeira vez que o governo admite a mudança nos preços, que já vinha sendo discutida por especialistas.

Em encontro com jornalistas em Brasília, Mantega disse também que se pode esperar queda dos preços internacionais de petróleo em 2013 e que "não há nada de excepcional" em elevar os preços dos combustíveis. O ministro não deu mais detalhes, como o tamanho do ajuste ou quando ele sairá do papel.

Um aumento no preço da gasolina seria benéfico para o caixa da Petrobras, que vem amargando prejuízos na área de abastecimento.

A estatal importa combustível do exterior por preços mais altos do que revende no mercado interno porque o governo, controlador da Petrobras, não permite o repasse da instabilidade dos preços do petróleo para os combustíveis. A estatal tem importado volumes crescentes de combustíveis para atender ao mercado interno.

O aumento também seria fundamental para que a empresa cumpra seu plano de investimento de US$ 236 bilhões no período de cinco anos, segundo afirmações recentes da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster.

Gasolina subiu em junho, mas alta não chegou ao consumidor

No final de junho, a Petrobras anunciou um reajuste de 7,83% nos preços da gasolina e de 3,94% no do diesel. Em seguida, o governo zerou tributos sobre os combustíveis, para evitar que o aumento chegasse às distribuidoras e aos consumidores. O Ministério da Fazenda divulgou uma nota anunciando que zerou a alíquota da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) incidente na venda da gasolina e do óleo diesel.

O reajuste da Petrobras passou a ser válido nas refinarias a partir de 25 de junho, e considerou os preços da gasolina e do diesel sem os tributos federais Cide e PIS/Cofins, nem o tributo estadual ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

(Com informações da Reuters)

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