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Produção industrial tem queda de 2% em maio, diz IBGE

Leonardo Soares/UOL
Imagem: Leonardo Soares/UOL

Do UOL, em São Paulo

02/07/2013 09h02Atualizada em 02/07/2013 10h34

A produção industrial teve queda em maio apesar do recorde na produção de carros, esfriando a expectativa de recuperação mais sólida do setor. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção recuou 2% em maio ante abril, após ter subido nos dois meses anteriores. Em comparação com maio de 2012, a produção industrial cresceu 2,4%.

O resultado mensal foi o pior desde fevereiro, quando a produção caiu 2,3%, e elimina parte da expansão de 2,6% acumulada nos meses de março e abril.

Pelos ramos de atividade, 20 dos 27 pesquisados apresentaram queda mensal, com destaque para alimentos (-4,4%), máquinas e equipamentos (-5%) e veículos automotores (-2,9%).

Na ponta oposta, mostraram avanço bebidas (4,8%), refino de petróleo e produção de álcool (1,6%) e metalurgia básica (1,1%).

O IBGE revisou o dado de produção de abril ante março para uma alta de 1,9%, ante avanço de 1,8% anunciado anteriormente.

Confiança diminui

Depois de a indústria registrar retração de 0,3% no primeiro trimestre, segundo os cálculos do Produto Interno Bruto (PIB), o humor em relação ao setor mudou após altas em março e abril.

Isso chegou a ajudar a economia a iniciar o segundo trimestre com expansão, segundo o indicador de atividade do Banco Central.

Mesmo assim, o próprio BC piorou na semana passada seu cenário para o crescimento neste ano, prevendo que o PIB crescerá 2,7%. Essa leitura ainda é melhor do que a do mercado, que vê expansão de 2,4%.

Mas o resultado da produção industrial de maio deve alimentar novas preocupações do mercado. A queda ocorreu apesar do recorde na produção de veículos no mês, de 348,1 mil unidades.

Balança comercial tem pior semestre em 18 anos

O saldo entre as exportações e as importações do Brasil teve o pior semestre em 18 anos, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A grande vilã dessa conta foi a importação de petróleo e derivados pela Petrobras.

A chamada balança comercial brasileira acumulou, de janeiro a junho, um saldo negativo de US$ 3 bilhões. É o pior resultado desde 1995, quando o resultado negativo atingiu US$ 4,227 bilhões.

As importações somaram a cifra recorde de US$ 117,516 bilhões entre janeiro e junho passado, 8,4% a mais do que em igual período de 2012, pela média diária. Já as exportações somaram US$ 114,516 bilhões no período, com queda de 0,7% também pela média diária. 

Quando se exclui o efeito das exportações e importações de petróleo e derivados, o resultado do primeiro semestre fica positivo em US$ 8,976 bilhões.

(Com agências)