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Sob críticas e protestos, Brasil deve ter hoje primeiro leilão do pré-sal

Do UOL, em São Paulo

21/10/2013 06h00

O primeiro leilão do Campo de Libra, no pré-sal, o maior campo de petróleo já descoberto no Brasil, está previsto para esta segunda-feira (21), às 15h, no Rio de Janeiro. 

As críticas são vastas: vão dos petroleiros, em greve nacional desde quinta-feira (17), até ex-executivos da Petrobras. E, seguindo a tendência vista no país desde junho, movimentos sindicais e sociais têm promovido protestos contra o leilão.  

Em resposta, o governo decidiu reforçar a segurança na Barra da Tijuca, onde fica o hotel que sediará o leilão. 

Além das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, o Exército e a Força Nacional atuarão para garantir que os protestos não afetem a realização do evento.

Leilão é teste para regime de partilha

O leilão será um teste para o regime de partilha, inédito no mundo. As empresas disputarão até 70% da participação na área de Libra, já que a Petrobras será a operadora da área com no mínimo 30% de participação em qualquer consórcio que ficar com a área.

Quem oferecer a maior parcela de óleo à União ganhará a licitação. A parcela mínima que caberá à União é de 41,65% do petróleo, descontados os custos de produção.

O leilão atraiu 11 empresas interessadas, menos que o previsto pelo governo.

A gestão das estatais brasileiras desta vez definirá se os próximos leilões do pré-sal vão atrair outras companhias, ou se irá afugentar as existentes.

Maior descoberta de petróleo do país

O campo de Libra é considerado a maior descoberta de petróleo já realizada no Brasil.

A produção de petróleo do campo de Libra pode chegar a 1,4 milhão de barris por dia, segundo a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard.

A previsão mais otimista é quase 40% maior do que a prevista anteriormente (1 milhão de barris diários), uma diferença que pode render até US$ 400 milhões a mais por dia para a empresa ou consórcio vencedor do leilão, segundo especialistas do setor.

Atualmente, a produção nacional chega a 2 milhões por dia. O investimento chegará a US$ 181 bilhões, em 35 anos. O volume estimado de óleo recuperável varia de 8 bilhões a 12 bilhões de barris.

(Com agências)

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