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BC: Juros ao consumidor chegam a 43,2% ao ano, e inadimplência fica estável

Do UOL, em São Paulo

Os juros do crédito para pessoa física subiram 0,2 ponto percentual em julho na comparação com o mês anterior, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo BC (Banco Central).

A taxa do chamado crédito livre (em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros) subiu de 43% ao ano em junho para 43,2% ao ano em julho.

A inadimplência (proporção de dívidas em atraso há mais de 90 dias) entre as pessoas físicas ficou estável em 4,3%. No segmento de recursos livres, incluindo empresas e famílias, a inadimplência subiu de 4,8% em junho para 4,9% em julho.

O BC informou ainda que o estoque total de crédito do Brasil subiu 0,2% em julho, chegando a R$ 2,835 trilhões (o que equivale a 56,1% do PIB, o Produto Interno Bruto do país).

Em 12 meses, o crédito cresceu 11,4%, registrando a sexta desaceleração seguida neste tipo de comparação e o menor percentual de crescimento desde 2008, de acordo com a agência de notícias Reuters.

Juro do crédito para consumo das famílias sobe para 43,2% ao ano

A taxa de juros para consumo das pessoas físicas foi de 43,2% ao ano, numa alta de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. Esse dado se refere ao crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros. 

Ainda considerando o crédito livre, os juros para as empresas foram de 23,1% ao ano, uma alta de 0,5 ponto percentual em relação ao resultado de junho. 

Com isso, a taxa média subiu 0,3 ponto percentual e ficou em 32,3% ao ano.

Nas operações com recursos direcionados (que inclui operações do BNDES, microcrédito, financiamento habitacional e rural), a taxa média de juros para as famílias foi de 8,2% ao ano, uma alta de 0,5 ponto percentual em relação a junho. 

Para as empresas, a taxa subiu 0,3 ponto percentual, para 8,2% ao ano. Com isso, a taxa média registrou alta de 0,4 ponto, para 8,2% ao ano.

Ao considerar todas as operações de crédito, incluindo recursos livres e direcionados, a taxa média de juros ficou em 21,4% ao ano, o que representa uma alta de 0,3 ponto percentual em relação à média registrada no mês passado.

Ganhos dos bancos com juros sobem em julho

No mês passado, os bancos informararm ao BC que cobraram, em média, juros de 28,2% ao ano para emprestar dinheiro a pessoas físicas, e pagaram 8,8% ao ano ao tomarem dinheiro emprestado.

Assim, o ganho dos bancos medido pelo "spread" (diferença entre a taxa de juro que o banco paga pelo dinheiro e a que ele cobra) foi de 19,4 pontos percentuais, mais do que a diferença registrada em junho, que tinha sido de 19,1 pontos.

Para pessoas jurídicas, o juro médio cobrado pelos empréstimos foi de 16% ao ano, e o juro pago pelo banco ao tomar dinheiro emprestado foi de 7,9%. O ganho do banco, neste caso, foi de 8,1 pontos percentuais --maior do que em junho, quando tinha sido de 7,7 p.p.

A taxa média dos juros cobrados, considerando em conjunto os empréstimos para pessoa física e pessoa jurídica, foi de 21,4% ao ano; a taxa média dos juros pagos pelo banco por empréstimos foi de 8,3%.

Portanto, em média, os bancos tiveram ganhos de 13,1 pontos percentuais sobre as quantias movimentadas em empréstimos no mês passado.

(Com Reuters)

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