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Cervejaria da Oktoberfest alemã abre em BH sua 1ª unidade na América Latina

Aiana Freitas

Colaboração para o UOL, em São Paulo

08/12/2015 06h00

Uma das cervejarias mais tradicionais da Alemanha e uma das fornecedoras da Oktoberfest acaba de abrir, em Belo Horizonte (BH), sua primeira filial na América Latina. A Hofbräuhaus (HB) foi inaugurada em novembro, e a ideia dos empresários que trouxeram a marca ao país é abrir franquias em outras cidades.

A Hofbräuhaus é a "casa" da cerveja Hofbräu, criada em 1589 em Munique. A filial brasileira, que teve investimentos de R$ 9 milhões, funciona num espaço de 1.000m² no bairro Cidade Jardim, região centro-sul da capital mineira.

A casa tem um espaço para mesas coletivas, loja, palco, bar e uma área de produção. A cerveja é toda feita ali, e a empresa diz que segue os padrões de pureza alemães. A matéria-prima  é importada. A capacidade de produção é de 20 mil litros de cerveja por mês.

"A água que usamos na produção passa por uma estação de tratamento que a deixa com as mesmas características que as usadas em Munique. É tratada, filtrada, para retirar as impurezas e o cloro, e transformada em água pura cervejeira", diz Bruno Vinhas, um dos sócios.

A cerveja é vendida em canecas de 300 ml (R$ 9,50), 500 ml (R$ 15) e 1 litro (R$ 29). Um chef alemão é responsável pelos pratos, como chucrute e joelho de porco (60% do cardápio é formado por receitas definidas pela Hofbräu na Alemanha).

Sócios demoraram seis anos para trazer marca ao país

Fora da Alemanha, a Hofbräu também tem unidades nos Estados Unidos (Los Angeles e Chicago), na China e no Japão. A vinda da marca para o Brasil foi negociada por seis anos pelos engenheiros Francisco Vidigal e Bruno Vinhas e pelo administrador de empresas Henrique Rocha.

Vinhas disse que conheceu a marca em 2005, quando foi para a Oktoberfest, o festival de cerveja de Munique. "Ainda não existia, no Brasil, essa tendência de se tomar cerveja artesanal. Tive a ideia de trazer para o país algo pudesse aliar a fabricação artesanal com um grande nome", diz.

As negociações demoraram, segundo eles, por causa da burocracia do governo da Baviera, dono da cervejaria. Além de provar que tinham dinheiro para investir no negócio, os sócios precisaram cumprir exigências arquitetônicas – dos móveis até a iluminação, tudo na casa precisa seguir o perfil da cervejaria na Alemanha.

Os planos incluem a abertura de pelo menos mais nove unidades, em outros Estados, nos próximos 20 anos. Para que isso se torne realidade, os sócios brasileiros buscam investidores no país.

Primeiros dias com problemas no atendimento

A abertura da Hofbräuhaus em Belo Horizonte foi festejada pelos mineiros, mas a página do Facebook da unidade tem recebido muitas reclamações. Os clientes reclamam de filas e dificuldade para conseguirem ser atendidos no celular informado para reservas.

"O celular realmente estava com problemas, porque recebemos de 650 a 800 ligações por dia", diz Vinhas.

Segundo ele, duas novas linhas de telefone foram instaladas para atender aos clientes. Houve, também, limitação no atendimento para 120 pessoas por dia (a capacidade total da casa é para 350). "Estamos com uma operação menor, até que os garçons estejam mais afinados", afirma. 

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