VW adia divulgação de balanço após escândalo de fraude em motores a diesel

Do UOL, em São Paulo

Entenda o escândalo que ameaça o futuro da Volkswagen

A Volkswagen decidiu adiar a divulgação de seus resultados anuais após o escândalo de fraude em motores a diesel. A empresa precisa calcular o impacto desse escândalo em suas finanças, incluindo quanto deve reservar para eventuais multas e indenizações.

O anúncio foi feito pela empresa nesta sexta-feira (5), em nota oficial divulgada em seu site. Ainda não foi definida uma nova data para o balanço. 

A companhia também adiou sua entrevista coletiva anual com a imprensa, antes prevista para 10 de março, e o encontro geral anual de acionistas, até então marcado para 21 de abril. 

Na nota, a VW diz que "vai alcançar o resultado mais transparente e confiável dentro do possível para seus acionistas e demais públicos". 

A divulgação do relatório sobre a fraude, indicando os responsáveis, continua prevista para a segunda quinzena de abril, de acordo com a empresa.

Primeiro prejuízo trimestral em 15 anos

A VW divulgou em outubro os dados referentes ao terceiro trimestre de 2015: prejuízo operacional de 3,48 bilhões de euros. 

Foi o primeiro prejuízo trimestral em pelo menos 15 anos --por causa de mudanças contábeis, a empresa não pode precisar quando o último prejuízo ocorreu.

Na época, a companhia disse esperar que seu lucro operacional de 2015 ficasse "significativamente abaixo" do recorde atingido em 2014, de 12,7 bilhões de euros.

Atrás da Toyota de novo

Após ter sido líder de vendas mundiais durante os seis primeiros meses de 2015, a Volkswagen perdeu o primeiro lugar para a japonesa Toyota, que ficou em primeiro lugar pelo quarto ano seguido. 

A Volkswagen já lidava com uma queda nas vendas na China quando o escândalo das emissões a forçou a paralisar as vendas de carros a diesel em alguns mercados e a se esforçar para consertar 11 milhões de veículos.

Entenda a fraude

Em setembro de 2015, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação penal contra a montadora alemã. A montadora teria usado um software para fraudar o resultado de testes de emissão de poluentes. A fraude, segundo a acusação, aconteceu em quase 500 mil veículos movidos a diesel naquele país. 

Com o escândalo, representantes da Volkswagen, nos EUA e também na Europa, admitiram o esquema e informaram que o dispositivo eletrônico equipa mais de 11 milhões de automóveis movidos a diesel feitos pela marca e suas subsidiárias (como Audi e Seat, por exemplo) em todo o mundo.

No Brasil, 17.057 picapes Amarok modelos 2011 (todas) e 2012 (parte da produção), sempre com motor a diesel, terão de passar por "atualização de software" a partir do primeiro trimestre de 2016.

(Com agências de notícias)

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