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Ouça o Giro UOL Economia com os destaques desta quinta, 3 de março

Alexander Vestri

Do UOL, em São Paulo

03/03/2016 19h57

Mercado financeiro

Em um dia conturbado na política brasileira, com a repercussão sobre a suposta delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), a Bolsa disparou 5,12%, com 47.193,39 pontos. É a maior alta percentual diária desde 29 de outubro de 2009.

As ações da Petrobras saltaram 16,28% e as da Vale subiram 9,85%, puxando a quarta alta seguida do índice Ibovespa.

No mercado de câmbio, o dólar se desvalorizou 2,2% e teve o terceiro dia seguido de queda, cotado a R$ 3,802. É o menor valor desde 10 de dezembro.

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Economia encolheu

O PIB brasileiro caiu 3,8% em 2015 na comparação com 2014. Os dados são do IBGE. A queda é a maior em 25 anos, desde 1990, quando aconteceu o confisco da poupança pelo governo Collor. Na época a economia encolheu 4,3%.

Em valores, o PIB de 2015 ficou em R$ 5,9 trilhões. Já o PIB per capita no ano passado ficou em R$ 28.876, uma redução de 4,6% em relação a 2014.

Esta é a sétima vez que o Brasil tem um PIB negativo desde 1948. Em 2014, a economia teve uma leve alta, de 0,1%.

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Indústria puxa queda; agricultura cresce

Ainda sobre o PIB, dos setores produtivos que compõem o índice, a indústria foi o que teve a maior queda percentual, de 6,2%. É um recuo nunca visto na história recente da economia, e foi um dos principais responsáveis pelo encolhimento do país em 2015. Todas as atividades da indústria recuaram, menos a exploração de petróleo e gás natural, que subiram 4,9%.

O único setor que cresceu em 2015 foi a agropecuária, com alta de 1,8%, reflexo do bom desempenho de produções como soja e milho, que subiram 11,9% e 7,3%, respectivamente.

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Menos investimentos

Outro fator importante na composição do PIB, os investimentos despencaram 14,1% em 2015, no segundo ano seguido de queda. Em 2014, já tinham recuado 4,5%.

Dados do IBGE mostram que o tombo dos investimentos se deve principalmente à queda das importações, afetadas pela alta do dólar, e a diminuição da produção interna, principalmente na indústria da construção, que caiu 7,6% em 2015.

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Famílias consomem menos

Principal motor da economia brasileira na década passada, o consumo das famílias teve uma queda de 4% em 2015 na comparação com o ano anterior. É a maior queda pela atual série histórica do IBGE, iniciada em 1996.

O resultado interrompeu 11 anos de crescimento do consumo das famílias, movimento que era impulsionado por fatores como ascensão social, programas de transferência de renda e oferta de crédito de bancos públicos.

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Leão com defeito?

Um problema no programa da declaração do Imposto de Renda 2016 vai obrigar os contribuintes a baixarem uma nova versão do software. A Receita Federal informa que quem já transmitiu a declaração não precisa tomar nenhuma providência.

Precisa baixar a nova versão do programa do IR o contribuinte que ainda não entregou a declaração. Mesmo quem preencheu o documento, total ou parcialmente, mas ainda não transmitiu, vai precisar baixar o programa de novo. A Receita esclareceu que esses contribuintes não vão perder dados, porque eles vão ser transferidos para a nova versão.

A Receita informa ainda que quem tentar transmitir a declaração feita na versão original do programa, vai receber uma mensagem falando que é necessário utilizar a nova versão.

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Engorda de preço

O preço dos pães, biscoitos, massas e bolos vai voltar a subir neste ano. É o que estima a associação do setor. A previsão é de alta de 10%, valor que pode variar de acordo com o câmbio e outros custos das indústrias, como energia elétrica e mão de obra.

Ao longo do ano passado, o reajuste foi, em média, de 12%, o que garantiu um faturamento 5,47% maior para as indústrias em relação ao ano anterior, mesmo com as vendas tendo ficado estáveis.

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Voo baixo

A Embraer divulgou que teve uma queda de 70% no lucro líquido em 2015 em relação ao ano anterior, somando R$ 241,6 milhões.

A empresa informou ter entregado 101 aeronaves comerciais e 120 jatos executivos em 2015, atingindo a meta para o ano. A receita da empresa subiu 36%, passando de R$ 14,936 bilhões para R$ 20,302 bilhões.

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Agenda

A Anfavea vai divulgar amanhã o relatório da produção total de veículos no país para o mês de fevereiro.

O IBGE vai apresentar dados da produção industrial de janeiro.