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Senado aprova Ilan Goldfajn para a presidência do Banco Central

Do UOL, em São Paulo

O Senado aprovou nesta terça-feira (7) o nome de Ilan Goldfajn, indicado pelo presidente interino, Michel Temer, para ocupar a presidência do Banco Central. Foram 56 votos a favor, 13 contra e 1 abstenção. Goldfajn era economista-chefe do banco Itaú.

O Banco Central decide nesta quarta-feira (8) os juros básicos da economia (Selic), mas o novo presidente não deve fazer parte da decisão, segundo a agência de notícias Reuters.

Para que Goldfajn assuma o cargo, sua nomeação precisa ser publicada no "Diário Oficial" da União, no qual também sairá a exoneração do atual presidente do BC, Alexandre Tombini.

Segundo fonte do BC citada pela Reuters, Tombini ainda seguirá à frente do BC na decisão sobre os juros.

Mais cedo, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) já havia aprovado a nomeação de Goldfajn.

Ele foi sabatinado pela comissão em sessão que durou mais de quatro horas nesta terça-feira (7). 

Durante a sabatina, ele afirmou que o objetivo da sua gestão será "cumprir plenamente o centro da meta de inflação".

Queda dos juros

Goldfajn disse também que é preciso criar condições para a queda dos juros básicos da economia e que as reformas são um pilar para tanto. "Os juros vão começar a cair quando tivermos as condições para isso", afirmou.

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decide nesta quarta-feira (8) sobre os juros, na primeira decisão sobre o tema dentro do governo do presidente interino, Michel Temer. A taxa está em 14,25% ao ano desde julho do ano passado. Segundo economistas, a tendência é que a Selic seja mantida desta vez.

"Não esperamos nenhuma modificação significativa no comunicado por causa da troca no banco", disseram os economistas do Bank of America Merrill Lynch, em relatório com as projeções de juro, David Beker e Ana Madeira.

Para o fim de 2016, no entanto, as projeções apontam para queda. Segundo o último Boletim Focus, economistas consultados pelo Banco Central esperam uma taxa de 12,88% ao ano para o fim de 2016.

Goldfajn já foi diretor do BC

Goldfajn foi professor de Economia na Universidade Brandels nos Estados Unidos da América e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, diretor de institutos de debates e pesquisas em políticas econômicas e consultor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e Nações Unidas, além de economista-chefe e sócio do Banco Itaú.

Segundo a assessoria do Itaú, ele já se demitiu do banco e vendeu as ações que tinha recebido enquanto era funcionário.

(Com agências de notícias) 

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