Meirelles: Ritmo de crescimento pode surpreender nos próximos trimestres

Do UOL, em São Paulo

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira (8) que o crescimento econômico pode surpreender nos próximos trimestres caso sejam aprovadas as medidas do governo no Congresso.

"Não tenho a menor dúvida de que, no momento em que tudo isso tenha o curso normal, seja aprovado pelo Congresso todo esse conjunto de medidas, de que chegaremos nos próximos trimestres a retomar crescimento no Brasil... num ritmo que pode surpreender", afirmou.

Em evento no palácio do Planalto com empresários, Meirelles disse que as medidas continuam, mas não deu detalhes nem anunciou novidades. Ele reiterou a importância da Proposta de Emenda à Constituição limitando o crescimento das despesas públicas à inflação do ano anterior. O texto foi anunciado há mais de duas semanas e ainda não enviado ao Congresso.

Crise intensa

Meirelles disse ainda que o Brasil vive a crise econômica mais "intensa" de sua história.

"Estamos vivendo a crise mais intensa da história do Brasil. Vamos esperar, mas não será surpresa se a contração deste ano for a mais intensa desde que PIB começou a ser medido no início do século 20. É uma crise que gerou 11 milhões de desempregados. Temos que reverter esse processo", afirmou.

O ministro enfatizou que o número de desempregados no país é similar à população de Cuba. "Temos que reverter este processo", afirmou. 

Iniciativa privada

O presidente interino, Michel Temer, também participou do encontro com empresários e afirmou que o emprego no país "só virá se houver atuação da iniciativa privada". 

Temer disse ainda que a equipe econômica de seu governo têm trabalho para reverter a situação econômica complicada herdada da presidente afastada Dilma Rousseff, mas ponderou que os resultados não virão da noite para o dia e que é preciso consolidar novos fundamentos econômicos do país.

O encontro com empresários foi o primeiro oficial desde que Temer assumiu o governo, mas durante toda a tramitação do processo de afastamento de Dilma Rousseff na Câmara, organizações da indústria já declaravam apoio aberto ao impeachment. Cerca de 300 pessoas, de diferentes federações e áreas, estiveram no Palácio do Planalto para ouvir o presidente e a equipe econômica.

A intenção de Temer é reativar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, criado no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, e praticamente desativado durante o governo Dilma. O conselho de Temer, no entanto, deve mudar os membros e dar um espaço maior aos empresários.

(Com Reuters e Agência Brasil

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