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BC dos EUA mantém juros e diz que riscos à economia do país diminuíram

Do UOL, em São Paulo

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros no país na faixa entre 0,25% e 0,5%. A decisão foi anunciada na tarde desta quarta-feira (27).

Para efeito de comparação, a taxa de referência atual no Brasil, a Selic, é de 14,25% ao ano.

O Fed sinalizou que os riscos de curto prazo à perspectiva econômica dos Estados Unidos diminuíram, abrindo a porta para retomar o aperto monetário neste ano.

A instituição informou que a economia cresceu em ritmo moderado e os ganhos no emprego foram fortes em junho. Além disso, os gastos das famílias também vinham "crescendo fortemente" e destacou um aumento da utilização da força do trabalho.

Embora autoridades do Fed tenham dito que continuam a monitorar de perto os dados de inflação e os acontecimentos econômicos e financeiros globais, indicaram menos preocupação com possíveis choques que possam tirar a economia norte-americana dos trilhos.

"Os riscos de curto prazo à perspectiva econômica têm diminuído", disse o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) em comunicado após dois dias de reuniões. O Fomc ressaltou, porém, que as expectativas de inflação ficaram, no geral, pouco inalteradas em relação aos meses anteriores.

Como os juros dos EUA afetam o mundo?

O Fed tem mantido os juros desde dezembro, quando elevou-os pela primeira vez em quase uma década e sinalizou planejar mais quatro aumentos em 2016. Essa perspectiva foi reduzida para dois aumentos neste ano após autoridades do Fed divulgarem novas projeções, nas quais também reduziram suas estimativas de crescimento no longo prazo para a economia dos EUA.

A taxa de juros dos EUA é capaz de modificar as regras do jogo da economia mundial. 

Com a alta dos juros por lá, os investidores podem começar a achar vantajoso aplicar seu dinheiro nos Estados Unidos, que são considerados uma economia forte e estável. Isso causaria a migração de recursos que atualmente estão aplicados nos mercados emergentes, como o Brasil.

Por que os juros estão tão baixos nos EUA?

Com a crise de 2008-2009, os EUA registraram desaceleração da economia, aumento do desemprego, queda da confiança de empresários e do consumo das famílias, com crédito escasso.

O Federal Reserve baixou, então, os juros para tentar estimular investimentos e consumo e movimentar a economia.

Outra medida adotada foi a injeção de dinheiro, comprando títulos públicos (pedaços da dívida estatal, vendidos pelo Tesouro dos EUA) em mãos de investidores e bancos.

Quem decide se os juros ficam iguais ou sobem?

Quem define os juros é o Comitê Federal de Mercado Aberto - equivalente ao Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central no Brasil.

Os 12 membros do Fomc se reúnem oito vezes durante o ano para avaliar as condições econômicas e financeiras e definir se a política monetária do país está adequada para esse cenário. 

Apesar da forte recuperação do crescimento do emprego no mês passado, com a economia perto do pleno emprego, a maioria dos membros do Fomc pediu cautela ao aumentar os juros até que houvesse progresso concreto em elevar a inflação na direção da meta de 2% do Fed.

A medida de inflação preferida pelo Fed está atualmente em 1,6% e tem permanecido abaixo do objetivo há mais de quatro anos.

(Com Reuters)

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