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Fornecedor chinês de sutiã da Victoria's Secret deixa lista de bilionários

Desfile da marca Victoria"s Secret, uma das clientes da empresa de Hung Yau Lit - Getty Images
Desfile da marca Victoria's Secret, uma das clientes da empresa de Hung Yau Lit Imagem: Getty Images

Colaboração para o UOL, em São Paulo

31/03/2017 04h00

Ele fornece sutiãs e calcinhas para marcas famosas -sua maior cliente é a Victoria's Secret-, mas isso não evitou que saísse da lista de bilionários da revista Forbes de 2017.

O chinês Hung Yau Lit viu sua fortuna de US$ 1,3 bilhão diminuir para US$ 745 milhões em um ano. Sua empresa, a Regina Miracle International teve uma queda de 45% no valor das ações. 

A perda ocorreu devido a uma desaceleração de pedidos da Victoria's Secret, além da mudança da base de fabricação da China para o Vietnã, o que prejudicou a produção da empresa. Mas o chinês Hung Yau Lit não saiu da lista sozinho: no total, 78 pessoas deixaram o ranking de 2017, em relação ao do ano passado.

Hung Yau Lit - Reprodução/Forbes - Reprodução/Forbes
Hung Yau Lit saiu da lista de bilionários
Imagem: Reprodução/Forbes

China é o país que mais perdeu ricaços

Segundo a Forbes, o instável mercado de ações chinês retirou ao todo 33 bilionários do país da lista deste ano, fazendo da China o país que mais perdeu integrantes no seleto ranking. Sete ricaços dos Estados Unidos saíram da lista, incluindo Johnson Jr. Summerfield, herdeiro da Coca-Cola, John Morgridge, chairman emérito da Cisco, e Daniel Hirschfeld, chairman da The Buckle.

A maior perdedora do ano, ainda segundo a revista, foi Elizabeth Holmes, cujo patrimônio caiu de US$ 3,6 bilhões para zero. As estimativas do patrimônio de Holmes eram baseadas nos 50% de participação que ela tem na Theranos, empresa que fundou após largar a faculdade aos 19 anos, em 2003. A proposta da companhia era usar tecnologia para tornar exames de sangue mais eficazes, simples e baratos. Porém, a empresa sofre acusações de que seus testes não seriam precisos e é investigada, segundo a Forbes.

Entre os que não construíram a própria fortuna e deixaram o ranking este ano, estão Jonathan Harmsworth, um dos herdeiros do jornal e site inglês "Daily Mail", e Lee Man Tat, herdeiro do maior produtor mundial de molhos chineses, o Lee Kum Kee Group, em Hong Kong.

Veja outros exemplos de “tombos” em 2017:

Femi Otedola

O nigeriano Femi Otedola, que detém participação de 79% na Forte Oil, teve a maior parte de seu patrimônio corroído: caiu drasticamente de US$ 1,8 bilhão em 2016 para US$ 275 milhões em 2017. Isso se deu devido às ações da empresa que caíram 83% no ano passado, além da queda de 37% da moeda nigeriana em relação ao dólar, nesse mesmo período.

Naruatsu Baba

Foi em 2008 que o japonês Naruatsu Baba fundou a empresa de jogos mobiles Colopl. Porém, a companhia perdeu prestígio entre usuários e investidores e viu suas ações caírem 38% no último ano. Segundo a Forbes, seu patrimônio passou de US$ 1,2 bilhão em 2016 para US$ 690 milhões em 2017. A Colopl agora aposta em jogos de realidade virtual desenvolvidos por terceiros.

Sachin Bansal e Binny Bansal

Os indianos Sachin Bansal e Binny Bansal, que não são parentes, tiveram suas fortunas reduzidas de US$ 1,2 bilhão para US$ 950 milhões cada um. Esses dois ex-engenheiros da plataforma de e-commerce Flipkart, da Amazon, foram forçados a entregar a direção da empresa para um ex-diretor da Tiger Global Management (um grande investidor), após um êxodo de grandes talentos.