Fornecedor chinês de sutiã da Victoria's Secret deixa lista de bilionários

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Getty Images

    Desfile da marca Victoria's Secret, uma das clientes da empresa de Hung Yau Lit

    Desfile da marca Victoria's Secret, uma das clientes da empresa de Hung Yau Lit

Ele fornece sutiãs e calcinhas para marcas famosas -sua maior cliente é a Victoria's Secret-, mas isso não evitou que saísse da lista de bilionários da revista Forbes de 2017.

O chinês Hung Yau Lit viu sua fortuna de US$ 1,3 bilhão diminuir para US$ 745 milhões em um ano. Sua empresa, a Regina Miracle International teve uma queda de 45% no valor das ações. 

A perda ocorreu devido a uma desaceleração de pedidos da Victoria's Secret, além da mudança da base de fabricação da China para o Vietnã, o que prejudicou a produção da empresa. Mas o chinês Hung Yau Lit não saiu da lista sozinho: no total, 78 pessoas deixaram o ranking de 2017, em relação ao do ano passado.

Reprodução/Forbes
Hung Yau Lit saiu da lista de bilionários

China é o país que mais perdeu ricaços

Segundo a Forbes, o instável mercado de ações chinês retirou ao todo 33 bilionários do país da lista deste ano, fazendo da China o país que mais perdeu integrantes no seleto ranking. Sete ricaços dos Estados Unidos saíram da lista, incluindo Johnson Jr. Summerfield, herdeiro da Coca-Cola, John Morgridge, chairman emérito da Cisco, e Daniel Hirschfeld, chairman da The Buckle.

A maior perdedora do ano, ainda segundo a revista, foi Elizabeth Holmes, cujo patrimônio caiu de US$ 3,6 bilhões para zero. As estimativas do patrimônio de Holmes eram baseadas nos 50% de participação que ela tem na Theranos, empresa que fundou após largar a faculdade aos 19 anos, em 2003. A proposta da companhia era usar tecnologia para tornar exames de sangue mais eficazes, simples e baratos. Porém, a empresa sofre acusações de que seus testes não seriam precisos e é investigada, segundo a Forbes.

Entre os que não construíram a própria fortuna e deixaram o ranking este ano, estão Jonathan Harmsworth, um dos herdeiros do jornal e site inglês "Daily Mail", e Lee Man Tat, herdeiro do maior produtor mundial de molhos chineses, o Lee Kum Kee Group, em Hong Kong.

Veja outros exemplos de "tombos" em 2017:

Femi Otedola

O nigeriano Femi Otedola, que detém participação de 79% na Forte Oil, teve a maior parte de seu patrimônio corroído: caiu drasticamente de US$ 1,8 bilhão em 2016 para US$ 275 milhões em 2017. Isso se deu devido às ações da empresa que caíram 83% no ano passado, além da queda de 37% da moeda nigeriana em relação ao dólar, nesse mesmo período.

Naruatsu Baba

Foi em 2008 que o japonês Naruatsu Baba fundou a empresa de jogos mobiles Colopl. Porém, a companhia perdeu prestígio entre usuários e investidores e viu suas ações caírem 38% no último ano. Segundo a Forbes, seu patrimônio passou de US$ 1,2 bilhão em 2016 para US$ 690 milhões em 2017. A Colopl agora aposta em jogos de realidade virtual desenvolvidos por terceiros.

Sachin Bansal e Binny Bansal

Os indianos Sachin Bansal e Binny Bansal, que não são parentes, tiveram suas fortunas reduzidas de US$ 1,2 bilhão para US$ 950 milhões cada um. Esses dois ex-engenheiros da plataforma de e-commerce Flipkart, da Amazon, foram forçados a entregar a direção da empresa para um ex-diretor da Tiger Global Management (um grande investidor), após um êxodo de grandes talentos.

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